Volume de negócios no comércio a retalho dispara 16% em maio

Maio ficou marcado por uma subida homóloga de 16,1% do volume de negócios no comércio a retalho. Emprego, remunerações e horas trabalhadas cresceram também, no quinto mês do ano.

No quinto mês do ano, o volume de negócios no comércio a retalho aumentou 16,1%, face ao período homólogo, indica a nota divulgada, esta terça-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Ainda assim, é importante notar que, em abril, a variação homóloga tinha sido de 28,5% e que, tanto nesse mês como em maio, os resultados têm sido influenciados pelo facto de que a “comparação incidir em meses muito afetados pela pandemia” (abril e maio de 2020, isto é, os primeiros meses em que Portugal enfrentou a crise sanitária e as restrições a ela associadas).

Aliás, o INE detalha que em maio de 2020 foi verificada uma quebra homóloga de 11,2% do volume de negócios no comércio a retalho, o que condiciona agora a leitura dos dados de maio de 2021. “Note-se que, em maio de 2021, o índice situava-se 3,1% acima de maio de 2019”, salienta, por outro lado, o instituto.

Também na comparação em cadeira, foi registado um aumento do volume de negócios no comércio a retalho em maio. Em causa está um salto de 3,9%, que compara com o aumento de 4,2% em abril e de 4,4% em março. Ou seja, apesar de maio ter sido o terceiro mês consecutivo de crescimento, verificou-se agora alguma desaceleração.

Em maior detalhe, o INE indica que, em termos homólogos, os produtos não alimentares registaram um crescimento do seu volume de negócios de 31,6% e os produtos alimentares de 0,6%. Já em cadeia, o agrupamento dos produtos alimentares verificou uma variação de -1,7% e o dos produtos não alimentares de 9,8%.

Quanto ao emprego, remunerações e horas trabalhadas no comércio a retalho, maio foi sinónimo de subidas homólogas de 1,5%, 6% e 24%, respetivamente.

Em maio, Portugal prosseguiu no plano de desconfinamento, o que deu azo à evolução positiva descrita pelos referidos números do comércio a retalho. Junho, contudo, tem ficado marcado pelo agravamento da pandemia, o que deixa antever que uma mudança de tendência nesse setor, nomeadamente com a restrição dos horários de funcionamento, o que afeta diretamente, por exemplo, as horas trabalhadas.

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