BCE entusiasmado com o euro digital. Vai testar a moeda nos próximos 24 meses

O Banco Central Europeu lançou esta terça-feira a fase de investigação do euro digital, a qual vai durar 24 meses. O objetivo é testar a melhor forma de o fazer chegar aos consumidores.

Após várias análises e algumas experiências com “resultados encorajadores”, o projeto do euro digital do Banco Central Europeu (BCE) vai avançar para uma fase de investigação de 24 meses em que tentará chegar ao desenho e à distribuição ideal deste complemento às notas e às moedas. O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo banco central e chega com uma mensagem para os cripto-ativos como a bitcoin: o euro digital é muito mais amigo do ambiente.

Em comunicado, a presidente do Banco Central Europeu explica que esta decisão de avançar com a fase de investigação acontece nove meses após a publicação do relatório do BCE sobre o euro digital e a realização de algumas experiências com a ajuda de profissionais da área e cidadãos, os quais registaram “resultados encorajadores”. “Tudo isto nos levou a decidir acelerar o processo e começar o projeto do euro digital”, afirma Christine Lagarde, assegurando que o objetivo é que os cidadãos e as empresas continuem a ter acesso à “forma mais segura de dinheiro, o dinheiro do banco central”.

A ideia é que o euro digital seja um complemento das notas e moedas que se usam atualmente e não um substituto: terá de ser “uma forma de dinheiro do banco central sem risco, acessível e eficiente”. Mas para se chegar à fórmula ideal para o implementar será necessário dois anos (24 meses) de investigação, a qual envolverá aspetos como as necessidades dos europeus, a forma de prevenir atividade ilícitas, evitar impactos indesejáveis na estabilidade financeira ou na política monetária, por exemplo. Além disso, será preciso estudar as alterações legislativas necessárias, um trabalho a ser realizado em conjunto com as instituições europeias.

O comunicado do BCE dá a entender que este projeto incluirá o TIPS (TARGET Instant Payment Settlement, uma tecnologia da Zona Euro que permite pagamentos em tempo real) ou alternativas como a tecnologia blockchain, as quais “mostraram-se capazes de processar mais de 40 mil transações por segundo”. “As experiências também sugeriram que arquiteturas que combinem elementos centralizados [como o TIPS] e descentralizados [como a blockchain] são possíveis”, nota o BCE. Porém, dá a garantia de que o digital euro será “amigo do ambiente” uma vez que a energia necessária para processar dezenas de milhares de transações por segundo é “negligenciável” comparada com a energia consumo por “cripto-ativos como a bitcoin”.

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