BCE rejeita comparação entre “fiável” euro digital e “volátil” cripto-ativo

Euro digital poderá ser uma forma de pagamento nos próximos anos e a autoridade monetária garante que será tão confiável quanto o dinheiro em numerário, rejeitando comparações com criptomoedas.

O euro digital pode vir a tornar-se numa realidade nos próximos anos e o Banco Central Europeu (BCE) garante que será tão fiável quanto o dinheiro em numerário. Numa sessão de perguntas e respostas no Twitter, a autoridade monetário rejeita qualquer comparação com criptomoedas, sobre as quais deixa ainda um alerta.

“Os cripto-ativos são voláteis. Não têm valor intrínseco e não há qualquer instituição fiável a apoiá-los. Em contraste, um euro digital iria oferecer aos europeus o mesmo nível de confiança do que o dinheiro já que é sustentado pelo BCE“, respondeu o banco central liderado por Christine Lagarde, quando questionado no Twitter sobre o que pensa das criptomoedas.

O BCE tem sido crítico em relação ao mercado das criptomoedas, alertando para os riscos do investimento num ativo sem valor base e tão volátil. Uma posição que é partilhada pelas autoridades portuguesas, como a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que lançou esta segunda-feira uma publicação com 11 respostas sobre o assunto.

As autoridades europeias rejeitam, por isso, qualquer comparação entre criptomoedas e o projeto do euro digital. Desde o início que a instituição liderada por Christine Lagarde tem deixado claro que quer ser mais digital e acompanhar o desenvolvimento tecnológico, mas também que esta não é uma forma de apanhar a nova onda de valorizações das criptomoedas.

O banco central quer manter-se fiel aos princípios do eurossistema, nomeadamente mantendo todo o controlo sobre a emissão e circulação de euros digitais, que poderão sempre ser convertidos com outras formas de euro.

No mês passado, Fabio Panetta, membro do conselho executivo do BCE, disse esperar que o euro digital esteja disponível dentro de quatro ou cinco anos e com um limite em torno de 3.000 euros por pessoa. “Vamos tomar uma decisão sobre o lançamento de uma fase de investigação do euro digital em meados de 2021“, acrescentou esta terça-feira o BCE também no Twitter.

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