Nas notícias lá fora: moedas digitais, habitação e Covid

  • ECO
  • 22 Julho 2021

O Governo espanhol está a ultimar um decreto para prorrogar indefinidamente a limitação de despejos, já no Reino Unido, os empresários estão contra medida que obriga funcionários a isolarem-se.

Um inquérito do Goldman Sachs revela que os agregados familiares ultra ricos querem incluir moedas digitais nas suas carteiras de investimento. Ainda no plano empresarial, as três maiores distribuidoras norte-americanas de opioides assinaram um acordo milionário. Em Espanha, o Governo de Pedro Sanchéz está a ultimar um decreto para prorrogar indefinidamente a limitação de despejos enquanto que no Reino Unido, os empresários estão contra medida que obriga funcionários a isolarem-se, após contacto de risco da Covid.

Bloomberg

Ultra ricos querem acrescentar moedas digitais às suas carteiras de investimento

Os agregados familiares ultra ricos querem incluir moedas digitais nas suas carteiras de investimento, segundo um inquérito do banco Goldman Sachs às gestoras das suas fortunas. O universo inquirido traduziu-se em cerca de 150 respostas daquelas entidades, das quais um quinto (22%) está a gerir ativos no montante mínimo de cinco mil milhões de dólares (4,2 mil milhões de euros), enquanto quase metade (45%) têm ativos sob gestão, em montantes situados entre mil milhões e 4,9 mil milhões de dólares. Cerca de metade destas gestoras de fortunas expressaram a vontade dos seus clientes acrescentarem as moedas digitais, também designadas cripto moedas, aos seus investimentos.

Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso condicionado, conteúdo em inglês).

Cinco Días

Governo espanhol prepara decreto para prorrogar indefinidamente limitação de despejos

O Governo espanhol está a preparar os últimos detalhes de um decreto que visa prorrogar indefinidamente a limitação de despejos a famílias vulneráveis e sem morada alternativa. O objetivo é que este diploma esteja pronto a partir de 9 de agosto, altura em que cessa o decreto vigente. A ideia é replicar a norma e tornar estrutural a limitação dos despejos até que seja cumprida definitivamente a lei da habitação, que continua a ser negociada entre PSOE e Unidos Podemos com um certo consenso no que diz respeito aos despejos, mas com fortes divergências quanto às regras para os arrendamentos.

Leia a notícia completa no Cinco Días (acesso livre, conteúdo em espanhol).

Financial Times

Líderes empresariais no Reino Unido contra medida que obriga funcionários a isolarem-se, após contacto de risco da Covid

O “Dia da Liberdade” chegou ao Reino Unido na segunda-feira e trouxe consigo o fim do uso obrigatório de máscara e do distanciamento social, contudo, o país entra agora um novo fenómeno conhecido porpingdemia”. Com o aumento dos contactos sociais, aumentam também os contactos de risco detetados pelo NHS (o equivalente ao SNS português) e, por isso, há cada vez mais pessoas a serem notificadas para cumprir quarentena. Essa notificação é enviada através da aplicação do NHS, instalada nos telemóveis dos ingleses. Esta medida está a gerar críticas por parte de vários líderes empresariais que exigem ao Governo soluções para o facto de centenas de trabalhadores precisaram de se isolar após serem notificados pelo serviço nacional de saúde inglês, pelo que pedem exceções para os funcionários de setores essenciais, como a alimentação e a energia.

Leia a notícia completa no Financial Times (acesso condicionado, conteúdo em inglês).

CNBC

Empresas norte-americanas de opioides fazem acordo milionário

As três maiores distribuidoras de medicamentos dos Estados Unidos e a farmacêutica Johnson & Johnson concordaram pagar 26 mil milhões de dólares em compensação pela suposta interferência na crise dos opioides, informaram as autoridades. “A Johnson & Johnson, a McKesson, a Cardinal Health e a Amerisource Bergen não só acenderam o pavio, como alimentaram o fogo do vício em opiáceos por mais de duas décadas. Hoje, estamos a responsabilizar essas empresas e a injetar milhares de milhões de dólares nas comunidades de todo o país”, disse a procuradora-geral do estado de Nova Iorque, Letitita James, em comunicado. O acordo histórico vai encerrar as ações judiciais movidas por vários estados e cidades dos EUA contra as quatro empresas e vai oferecer recursos significativos para apoiar as comunidades mais afetadas pela adição e pelos casos de overdose com medicamentos.

Leia a notícia completa na CNBC (acesso livre, conteúdo em inglês)

Reuters

Diretor de Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos demite-se por antissemitismo

O comediante Kentaro Kobayashi, um dos diretores artísticos da Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, apresentou a demissão, a um dia do evento, após por piadas antissemitas num espetáculo em 1998. O afastamento surgiu após vários protestos contra o envolvimento do comediante, de 48 anos, que pediu desculpa pelos comentários feitos “quando era jovem” e que considera agora “inapropriados”. Esta nem sequer é a única polémica com a sessão inaugural, já que ainda esta semana o compositor designado, o músico Keigo Oyamada, conhecido por Cornelius, se demitiu, devido a um ‘escândalo’ com bullying que o próprio dirigiu a pessoas com deficiência.

Leia a notícia completa na Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês)

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