Biden quer fabricantes a apostar em automóveis com mais economia de combustível

  • Lusa
  • 28 Julho 2021

Biden tenciona também intensificar as medidas antipoluição, para forçar a redução das emissões de gases com efeito de estufa e fazer com que 40% dos carros nos EUA sejam elétricos até 2030.

O presidente dos EUA, Joe Biden, está a propor um regresso a padrões mais exigentes de quilometragem de automóveis, para levar os fabricantes a produzirem veículos que andem mais com o mesmo combustível, segundo dirigentes governamentais e empresariais.

De acordo com as referidas fontes, citadas pela AP, além de repor a exigência dos padrões de consumo agressivos vigentes na Presidência Obama, Biden tenciona também intensificar as medidas antipoluição, para forçar a redução das emissões de gases com efeito de estufa e fazer com que, dos carros que circularem nas estradas dos EUA no final da década, 40% sejam elétricos.

As regras propostas pela Agência de Proteção do Ambiente (EPA, na sigla em Inglês) e pelo Departamento dos Transportes refletem a promessa de Biden de atacar as alterações climáticas, mas também consideram as preocupações da indústria automóvel, que está a defender uma transição mais lenta para os veículos elétricos com zero emissões.

A ação regulatória deve aumentar a exigência dos padrões definidos para as emissões dos tubos de escape, que tinham sido reduzidas por Donald Trump.

As novas regras devem ser divulgadas durante a próxima semana, segundo alguns dirigentes, que falaram sob condição de anonimato, uma vez que as regras ainda não estão acabadas.

Biden já estabeleceu o objetivo de cortar as emissões de gases com efeito de estufa dos EUA, pelo menos em metade até 2030. O setor dos transportes é o maior contribuinte individual dos EUA para as alterações climáticas.

As regras propostas começariam a ser aplicadas em 2023, seguindo o quadro do acordo sobre as emissões, alcançado em 2019 na Califórnia com as empresas Ford, Volkswagen, Honda, BMW e Volvo, segundo três participantes. Este acordo aumenta o padrão da quilometragem (mais quilómetros com o mesmo combustível) e reduz as emissões dos gases com efeito de estufa em 3,7% por ano.

Os novos padrões também pretendem satisfazer as exigências dos grupos ambientalistas, que têm pressionado para, pelo menos, um regresso imediato às regras da Presidência de Barack Obama, de quem Biden foi vice-presidente.

“Estamos num precipício climático e as apostas são demasiado elevadas para querer pouco”, refere o Center for Biological Diversity (Centro para a Diversidade Biológica) em anúncio de página inteira que vai publicar na edição desta quarta-feira do The New York Times para reclamar uma ação forte.

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