Carlos Alexandre não aceita pagamento de caução de Vieira. Continua em domiciliária

A defesa de Vieira, Manuel Magalhães e Silva, garante que não foi notificada da decisão. Mas Carlos Alexandre garante que sim.

Carlos Alexandre recusou a forma de pagamento proposta por Luís Filipe Vieira como caução. O ex-presidente do Benfica fica assim em prisão domiciliária, para já. O advogado de defesa de Vieira, Manuel Magalhães e Silva, garante que não foi notificado da decisão. Mas o ECO sabe, segundo fonte ligada ao processo, que Carlos Alexandre recusou a proposta de Vieira de pagar 3 milhões através de um imóvel e de ações da SAD do Benfica.

Em comunicado enviado depois das notícias publicadas, Carlos Alexandre, através do Conselho Superior da Magistratura, disse “na sequência de notícias veiculadas pela comunicação social, que não tiveram origem no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), e no sentido de esclarecer a opinião pública, informa-se que foi ontem proferido despacho pelo senhor Juiz de Instrução titular do processo Cartão Vermelho a respeito das propostas de prestação de caução apresentadas pelos arguidos, tendo o mesmo sido notificado às respetivas defesas por carta registada remetida na terça-feira”.

Certo é que essa notificação por carta registada ainda não teria tido tempo de chegar à defesa de Luís Filipe Vieira, mesmo tendo sido enviada na terça, como refere o juiz de instrução. Mais, sendo prática comum em casos de privação da liberdade — como este arguido em concreto que está em prisão domiciliária — o envio de notificação via e-mail, o ECO questionou ao CSM e ao juiz titular do processo Carlos Alexandre porque não o foi feito, mas ainda não obteve resposta.

O antigo presidente do Benfica tinha dado como garantia as ações no clube e mais 400 mil euros, que correspondem a parte de um imóvel avaliado em 1,2 milhões de euros.

Em causa estão as ações do Benfica (quase 4% da SAD do Benfica) apresentou para pagar a caução. O Ministério Público terá entendido que o valor das ações não deve ser o atual valor de mercado, devido ao interesse do empresário norte-americano John Textor em adquirir 25% da SAD benfiquista. Está em causa a volatilidade dos títulos: tomando em consideração a evolução das ações do Benfica na bolsa nos últimos seis meses, a variação chegou a 74,6%, de um mínimo de 2,2 euros em abril para um máximo de 4,4 euros atingido já este mês de julho. E o juiz de instrução concordou.

O Ministério Público (MP) pediu um reforço de garantias a Luís Filipe Vieira para o pagamento da caução de três milhões de euros. O despacho do procurador Rosário Teixeira, elaborado nesse sentido, questiona o valor do imóvel dado como garantia (um prédio de 1,2 milhões de euros), mas também dos 753 mil euros em ações da SAD do Benfica, que completariam o restante valor da caução.

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