Governo deve abrir caminho para um “discurso pós-pandemia”, diz Marcelo

Menos pandemia e mais atenção à pobreza e às desigualdades são, em resumo, os grandes desafios de Marcelo Rebelo de Sousa para o país.

Marcelo Rebelo de Sousa considera que Portugal está no bom caminho no que toca à situação pandémica e que o Governo pode, em breve, “começar o discurso de transição da pandemia para o pós-pandemia”. Em declarações durante o programa Circulatura do Quadrado, transmitido na TVI24, o Presidente da República elencou os “grandes desafios” que o país tem pela frente para “sair da crise social”.

“Não há uma grande pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde”, “a mortalidade está estável”, a vacinação “tem corrido bastante bem” e, por isso, “há condições para o Governo abrir caminho para a transição de um discurso de pandemia para o pós-pandemia”, disse o Chefe de Estado esta quarta-feira. “Um discurso que falasse das metas, evitando o crescer de pontos críticos que podem configurar crise política”, completou.

O Presidente da República disse ainda que o Governo precisa de uma “nova narrativa”, que não pode ser a “do medo”, mas sim da “esperança”, combinada com a “consistência e clareza” das autoridades de saúde.

Ainda assim, Marcelo reconhece que há “grandes desafios” pela frente, que podem ser resolvidos através da execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Quadro Financeiro Plurianual, que devem ser “executados o mais próximo dos 100%”. Além disso, reconheceu que “não será fácil a tarefa de utilização dos fundos europeus”.

Com elogios ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) pela “atuação excecional durante a pandemia”, o Presidente apontou que há setores, como “os cuidados primários, que precisam de um investimento acrescido para responder de forma eficaz”.

Ainda assim, isso não permite “resolver o problema de fundo”. “Para resolver a crise social temos de crescer mais do que temos crescido e mais do que cresceram as economias que estavam atrás de nós”, defendeu o Presidente da República, depois de frisar que o “aumento da pobreza” e das “desigualdades” são as “realidades mais preocupantes do país”.

Politicamente, continuou, é preciso “mais produtividade, inovação e conhecimento”. “Quem está no Governo olha para o que foi possível realizar no quadro da pandemia e valoriza isso. E quem está nas oposições, se quer ser a alternativa, deve chamar a atenção para horizontes de médio e longo prazo e para a crise social”, alertou.

Marcelo disse ainda, em resposta a José Pacheco Pereira, que está “inclinado a pedir ao Tribunal Constitucional a apreciação do artigo 6.º”, da carta Portuguesa de Direitos Humanos na Era Digital, relativo ao “Direito à proteção contra a desinformação”.

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