Da TAP à Meo, tribunal revela principais credores da Groundforce

Ainda não há lista oficial de credores da Groundforce, mas a sentença judicial de declaração de insolvência fala em alguns deles. Para além da TAP e da ANA, Meo e Prosegur farão parte do grupo.

O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa concordou com o pedido da TAP e declarou a insolvência da Groundforce, decisão que ainda pode ser alvo de impugnação. Mas quem são os principais credores da empresa de handling?

A sentença judicial, à qual o ECO teve acesso, lança alguma luz sobre as contas da empresa. Desde logo, no total, a TAP reclamou ter, “após encontro de contas”, créditos vencidos sobre a Groundforce no valor de 5,65 milhões de euros, a título de capital.

Além disso, a companhia aérea indicou deter créditos não vencidos sobre a Groundforce no valor de 1,1 milhões de euros, por “faturas emitidas em abril de 2021 e com datas de vencimento ao longo do mês de maio de 2021”. A TAP pediu a insolvência da Groundforce nesse mês de maio.

No mesmo documento, é ainda apresentada uma tabela com os cinco maiores credores da Groundforce, sem contar com a TAP, que foi a requerente: a empresa de handling devia, a 30 de junho, quase 13,56 milhões de euros a estes seis credores:

  • ANA Aeroportos S.A.: 12,89 milhões de euros
  • Prosegur Comp. de Segurança, Lda: 177,3 mil euros
  • Iberlim-Soc. Téc de Limpezas: 140,8 mil euros
  • UCS, SA: 125,3 mil euros
  • Climex-Controlo Ambiente, LDA: 126,1 mil euros
  • MEO: 52,3 mil euros
  • Eurest Portugal: 49,3 mil euros

Trabalhadores também reclamam créditos

Além dessas empresas, é ainda referido na sentença os créditos que eram reclamados pelos trabalhadores referentes a 31 de maio de 2021, citando-se, para o efeito, dados do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava). Designadamente:

  • Prémio de Distribuição de Lucros 2019: 1,2 milhões de euros;
  • Evoluções de carreira (desde janeiro de 2020): cerca de 1 milhão de euros ate maio de 2021;
  • Anuidades (desde janeiro de 2021): cerca de 40 mil euros até maio de 2021;
  • Subsídio de férias (correspondente aos trabalhadores que haviam solicitado receber no primeiro semestre do ano de 2021): cerca de dois milhões de euros (de um total de mais de três milhões).

O juiz determina que a Comissão de Credores é presidida pela ANA (Aeroportos de Portugal) e tem como membros a Fidelidade, a TAP e a TCR Ibérica. A Inform é suplente.

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