Exclusivo Carlos Alexandre aceita pedido de Vieira para pagar caução com imóveis no valor de 2,8 milhões e dinheiro

Luís Filipe Vieira tem agora de constituir e registar a hipoteca e fazer prova do depósito dos 200 mil euros, para ficar em liberdade, já que está em prisão domiciliária desde o dia 10 de Julho.

E à segunda tentativa, a resposta foi positiva. O juiz Carlos Alexandre aceitou a proposta de pagamento de Luís Filipe Vieira, da caução de 3 milhões de euros, através de imóveis de sociedades detidas em nome dos dois filhos — no valor de 2,8 milhões — e o restante (200 mil euros) em dinheiro. Resta agora constituir e registar a hipoteca e fazer prova do depósito dos 200 mil euros, para ficar em liberdade, já que o arguido se encontra em prisão domiciliária desde o dia 10 de julho.

Na primeira proposta de pagamento, o antigo presidente do Benfica tinha dado como garantia as ações no clube e mais 400 mil euros, que correspondem a parte de um imóvel avaliado em 1,2 milhões de euros. Mas o juiz de instrução Carlos Alexandre não aceitou.

Num despacho proferido no dia 27 de julho, assinado e escrito à mão pelo juiz de instrução responsável pelo processo “Cartão Vermelho”, Carlos Alexandre explica porque não estão reunidas condições que garantam estabilidade e segurança desta forma de pagamento. Mais, corroborando igualmente a posição do Ministério Público (MP), também não aceita a forma de prestação da caução através da constituição de penhora sobre os valores imobiliários com as características de avaliação oferecida por Luís Filipe Vieira.

A Luís Filipe Vieira foi imposta, como medida de coação, “a proibição de contactar, por qualquer meio, com os demais arguidos (com exceção do arguido Tiago Vieira) e ainda com Nuno Sérgio Durães Lopes, António Rodrigues de Sá, Vítor Manuel Dantas de Machado, José Gouveia, Diogo Chalbert Santos, Vítor Fernandes e qualquer administrador ou funcionário do Novo Banco, bem como membro da administração da Sport Lisboa e Benfica SAD“. E ainda prisão domiciliária, sujeita a levantamento com o pagamento da respetiva caução.

No caso de Luís Filipe Vieira, estão em causa estão suspeitas de “crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento” por “factos ocorridos, essencialmente, a partir de 2014 e até ao presente”. Os quatro detidos, incluindo Vieira, são suspeitos de estarem envolvidos em “negócios e financiamentos em montante total superior a 100 milhões de euros, que poderão ter acarretado elevados prejuízos para o Estado e para algumas das sociedades”.

Já o empresário José António dos Santos, popularmente conhecido como o “rei dos frangos”, terá de prestar uma caução de dois milhões de euros. “Fundamental é o regresso imediato a casa”, disse o advogado Castanheira Neves. O filho de Vieira, Tiago Vieira, que é também suspeito de branqueamento de capitais, burla e fraude fiscal, associado a financiamentos que somam mais de 100 milhões de euros, tem de pagar uma caução de 600 mil euros. Já o agente de futebol Bruno Macedo terá de pagar uma caução de 300 mil euros.

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