CEO do banco de fomento acumula cargo de chairman após polémica do caso Vieira

Vítor Fernandes não avançou, para já, como chairman do Banco Português de Fomento e Beatriz Freitas vai acumular o cargo com o de presidente executiva até que a questão seja resolvida.

A equipa do Banco Português de Fomento já está toda em funções desde o início desta semana. O único elemento que continua a faltar é o presidente do conselho de administração. Vítor Fernandes, o nome escolhido pelo ministro da Economia e que até passou pelo crivo do Banco de Portugal, foi envolvido na Operação Cartão Vermelho e a sua nomeação acabou por não avançar já. Assim, a presidente executiva, Beatriz Freitas, vai acumular as funções de executiva e não executiva até que a questão seja solucionada, revela um email que foi enviado aos funcionários da instituição e a que o ECO teve acesso.

Tal como o ECO já tinha avançado, em primeira mão, a equipa executiva é composta por quatro elementos que já estão em funções desde 21 de julho:

  • Beatriz Freitas, que já ocupava as funções de CEO, desde a fusão das três instituições que deram origem ao banco e que agora vai assumir também a substituição do presidente do conselho de administração, até à nomeação deste, de acordo com as regras estabelecidas nos estatutos do Banco Português de Fomento;
  • Rui Dias, que integrava a direção financeira e de estruturação da Caixa BI, é o administrador executivo com responsabilidade pelo pelouro financeiro;
  • Susana Antunes, que era financial controller no Banco Santander Totta, foi nomeada administradora executiva e com responsabilidade pelo pelouro de risco e conformidade; e
  • Tiago Simões de Almeida, anteriormente head of operations no BPI, é também administrador executivo com responsabilidade pelo pelouro comercial.

A estrutura do Banco será ainda composta pela equipa não executiva de cinco elementos. Mas para já apenas quatro tomaram posse esta segunda-feira, porque há suspeitas de que o antigo administrador do Novo Banco tenha ajudado o presidente do Benfica, com quem tinha “uma relação privilegiada”. Vieira conseguiu o apoio de Vítor Fernandes “para, além do acesso a informação sobre o procedimento de venda, tentar convencer o Fundo de Resolução a aceitar a venda em separado dos créditos da Imosteps”, pode ler-se no despacho do juiz Carlos Alexandre.

Perante estes desenvolvimentos, Siza Vieira optou por deixar Vítor Fernandes em stand by e não avançar com a sua nomeação para chairman do banco até “as questões estarem completamente clarificadas”, explicou Siza Vieira no Parlamento.

Assim, o nome de Vítor Fernandes nem sequer foi à Cresap e o Banco de Portugal, à luz das revelações do Ministério Público, já disse que vai voltar a analisar a idoneidade do também antigo administrador da Caixa e presidente executivo da Segurança Mundial Confiança. Mas essa avaliação só acontecerá se o ministro da Economia voltar a propor o seu nome ao regulador.

Por isso a equipa não executiva arranca para já com os quatro nomes que o ECO também já avançou:

  • Carlos Epifânio, que foi diretor do Departamento de Empresas do Norte do Banco Espírito Santos (BES), é administrador não executivo;
  • António Gonçalves, sócio da António Belém & António Gonçalves, preside a comissão de auditoria;
  • Luísa Anacoreta que é membro não executivo do conselho de administração e presidente da comissão de auditoria dos CTT, é administradora não executiva e vogal da Comissão de Auditoria. Esta professora auxiliar na Católica Porto Business School é presidente do conselho fiscal da Sogrape e membro não executivo do conselho de administração e da comissão de auditoria da Impresa;
  • Maria do Carmo Ribeiro, vogal da sociedade de investimento imobiliário de capital fixo Monumental Residence e da Multi24, ambas do BCP, é administradora não executiva e vogal da Comissão de Auditoria.

Finalmente, a equipa fica completa com:

  • Paulo de Tarso Domingues, foi nomeado presidente da mesa da assembleia geral, e
  • Maria de Lurdes Correia de Castro nomeada secretária da mesa da assembleia geral.

 

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