Cresap aprova gestores executivos do Banco de Fomento. Vítor Fernandes não foi avaliado

Equipa executiva liderada por Beatriz Freitas toma posse já esta terça-feira, substituindo de imediato os administradores que ficaram da SPGM. Quase não há passagem de pasta.

A Cresap já deu luz verde a todos os gestores executivos do Banco Português de Fomento. De fora ficou apenas o chairman Vítor Fernandes. Com este passo, a equipa executiva toma posse já esta terça-feira, apurou o ECO.

O Banco de Fomento está a funcionar até agora com a administração da SPGM, a entidade na qual se fundiram a IFD e a PME Investimentos. Uma situação de transição até que a nova equipa fosse escolhida e aprovada pelo Banco de Portugal e pela Cresap, que tinha dez dias para concluir a sua avaliação. Todas essas etapas já foram superadas e os quatro elementos da equipa executiva vão já assumir funções esta terça-feira.

Os elementos executivos são: Beatriz Freitas, que já ocupa as funções de CEO, no âmbito da fusão das três instituições, será a presidente executiva; Rui Dias, que integrava a direção financeira e de estruturação da Caixa BI, será o Chief Financial Officer (CFO) da instituição; Susana Antunes, financial controller no Banco Santander Totta, será a responsável pelo risco; e Tiago Simões de Almeida, até agora head of operations no BPI, terá o pelouro de administrador comercial no banco de fomento.

Ao que o ECO apurou, os elementos que desempenhavam essas funções até agora saem de imediato, sem que haja uma verdadeira passagem de pasta. Por exemplo, o administrador Marco Neves sai do banco para assumir a presidência executiva da Lisgarante e António Gaspar a da Agrogarante, no processo de remodelação profunda das sociedades de garantia mútua, que o ECO já noticiou, e que está pendente da aprovação das contas do Banco de Fomento e posteriormente de cada uma destas sociedades.

Mas, se por um lado, o processo vai avançando, por outro, está estagnado. O ministro da Economia optou por deixar Vítor Fernandes em stand by e não avançar com a sua nomeação para chairman do banco até “as questões estarem completamente clarificadas”, explicou Siza Vieira no Parlamento. Esta opção surge depois do juiz de instrução Carlos Alexandre ter determinado que o antigo administrador do Novo Banco é uma das pessoas com quem Luís Filipe Vieira está impedido de contactar, no âmbito das medidas de coação impostas.

Siza Vieira, apesar de não indicar um novo nome para o cargo e defender que quer “gestores à prova de bala” no banco promocional, pediu a suspensão da avaliação do nome de Vítor Fernandes pela Cresap, tal como noticiou o Jornal Económico (acesso pago). Além disso, o Banco de Portugal, à luz das revelações do Ministério Público, o já disse que vai analisar as novas informações trazidas com o caso que levou à detenção do presidente do Benfica e ao seu afastamento da liderança do clube. O supervisor admitiu que pode ter de reavaliar a idoneidade do gestor que também foi administrador do BCP e da Caixa Geral de Depósito, bem como presidente executivo da Segurança Mundial Confiança.

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