Crédito ao consumo atinge 3 mil milhões de euros no primeiro semestre

No primeiro semestre deste ano, o valor financiado atingiu os 3 mil milhões. Está acima de 2020, mas ainda abaixo do período pré-pandemia.

O montante concedido de novos créditos ao consumo atingiu os 3 mil milhões no primeiro semestre deste ano, mais do que no mesmo período do ano passado. No entanto, fica abaixo dos 3,56 mil milhões verificados no período pré-pandemia, de acordo com os dados do Banco de Portugal (BdP) divulgados esta segunda-feira.

Comparando o primeiro semestre com o mesmo período de 2020, durante o qual os bancos e financeiras concederam um total de 2,77 mil milhões de euros em crédito ao consumo, verificou-se uma subida de 8,57% no financiamento.

Ainda assim, o valor atingido nos primeiros seis meses deste ano traduz-se numa redução de 15,4% face ao mesmo período de 2019. A maior diferença face ao primeiro semestre de 2019, quando a pandemia ainda não tinha surgido, centra-se no crédito pessoal e automóvel, sendo que os cartões e descoberto tiveram uma redução menor.

Já olhando apenas para o mês de junho deste ano, o crédito ao consumo caiu para cerca de 568 milhões de euros, face a maio. Valor traduz-se numa diminuição de 3,9% relativamente a maio de 2021, segundo os dados do BdP. Mesmo assim, junho foi o quarto mês consecutivo em que os montantes concedidos ficaram acima dos 500 milhões de euros.

Foi na rubrica dos cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto que a queda do valor concedido em crédito foi maior (7,2%), seguindo-se o crédito pessoal, que recuou 5,2% em cadeia.

Quanto ao crédito pessoal, durante junho, a queda deveu-se principalmente a um recuo de 5,6% face a maio nos financiamentos sem finalidade específica, lar, consolidado e outras finalidades.

No financiamento automóvel, destaque para o ALD de novos e o crédito com reserva de propriedade de novos, que registaram a maior subida em relação a maio. Registou-se assim uma inversão da tendência registada no quinto mês do ano, durante o qual as vendas de veículos aumentaram, com a reabertura da economia, e quando sobressaía o crédito para usados.

(Notícia atualizada pela última vez às 12h15)

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