Governo espera ter concluída reprivatização da Efacec no final de novembro

O processo de reprivatização da Efacec vai ter uma terceira fase para que as propostas sejam melhoradas. O Executivo espera concluir processo no final de novembro.

São duas as propostas que estão em cima da mesa a ser negociadas para a compra da posição que o Estado tem na Efacec. O processo entrou numa terceira fase, para que essas duas ofertas sejam melhoradas, tal como foi decidido em Conselho de Ministros na quinta-feira. E apesar de o prazo se poder arrastar até ao final do ano, no Executivo a expectativa é de que a venda dos 71,73% se faça até ao final de novembro, apurou o ECO.

O ECO já tinha avançado em primeira mão que tendo em conta a qualidade das propostas, o Executivo ia prolongar o processo de reprivatização da Efacec para uma terceira fase tentar negociar melhores condições com os dois grupos portugueses DST e Sing-Investimentos Globais (ligada à empresa industrial Sodecia), os únicos que apresentaram propostas vinculativas até à data limite de 19 de julho, tal como o ECO também avançou.

O comunicado do Conselho de Ministros era claro no objetivo desta terceira ronda do processo de reprivatização: “com vista à apresentação de propostas vinculativas melhoradas e finais“. Mas a ideia não é eternizar as negociações, que estão a ser conduzidas pelas Parpública. O final do ano é o prazo limite, mas o Governo quer terminar antes.

Na origem desta necessidade adicional de negociação está a degradação das contas da Efacec que levou os dois grupos portugueses a apresentarem propostas de compra da posição acionista do Estado com valores marginais, entre um euro e um milhão de euros, segundo já avançou o ECO, e ambas consideram que será necessário um plano de investimento de dezenas de milhões de euros para recuperar a Efacec.

A empresa fechou o ano passado com uma dívida financeira de 184,2 milhões, mais 63,1 milhões face ao ano anterior. Apesar de o relatório e contas mencionar um EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) negativo de 20,2 milhões de euros, em 2020, na due diligence os concorrentes apontam antes para um EBITDA negativo ajustado de 60 milhões em 2020 e da ordem dos 30 milhões este ano.

Os candidatos nacionais exigem ainda garantias públicas que se poderão transformar em mais investimento público na empresa, depois de a garantia a um empréstimo de 70 milhões de euros que já foi totalmente consumida. Ao que o ECO apurou, o Governo já admite que poderá ser necessário “partir” a Efacec entre as áreas da mobilidade e industrial, para limitar os riscos para o Estado na operação, embora o comunicado do Conselho de Ministros não faça qualquer referência a esta possibilidade.

O ECO colocou questões ao Ministério das Finanças e da Economia, mas não obteve respostas até à publicação deste artigo.

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