Restrições não vão acabar totalmente. Governo quer nova reunião do Infarmed

Assim que o país tiver 85% da população residente com a vacinação completa, o Governo tenciona fazer uma nova reunião no Infarmed para debater medidas a aplicar, nessa nova fase da pandemia.

O Governo estima que no final do mês o país já terá atingido a meta de ter 85% da população residente com a vacinação contra a Covid-19 completa e pretende marcar, nessa altura, uma nova reunião no Infarmed para debater as medidas que deverão estar em vigor a partir daí. Esta quinta-feira, a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, disse ainda aos jornalistas que não é possível, neste momento, assumir o “fim total das restrições“.

“A intenção do Governo é que se realize uma nova reunião do Infarmed para debater este novo patamar [de vacinação] e as medidas que se devem aprovar, neste momento, sendo claro que viveremos com obrigações e com recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS) relativamente a algumas matérias. Esse é o enquadramento com que viveremos a partir do início de outubro”, afirmou a ministra, que defendeu também que caberá “a cada um de nós” cumprir o que está recomendado.

Questionada sobre a utilização da máscara da rua, Mariana Vieira da Silva sublinhou que, até agora, têm sido impostas algumas restrições (nas quais se inclui, precisamente, o uso de máscara na vida pública) e avançou que, com os progressos na vacinação, poderá ser possível passar de obrigações a orientações. “Deixando de ser obrigatória a utilização do uso de máscara na rua, aquilo que teremos são recomendações da DGS sobre as situações em que a utilização deve continuar“, acrescentou. A decisão sobre o futuro da utilização deste tipo de proteção cabe ao Parlamento e os partidos já sinalizaram que não pretendem prolongar tal medida, estando previsto o seu levantamento a partir de 12 de setembro.

Ainda assim, a ministra da Presidência fez questão de frisar que “não podemos assumir, neste momento, que haverá um fim total das restrições“, uma vez que a pandemia ainda não foi declarada terminada. “O que acontece é que existe um patamar de vacinação que permite aliviar algumas das restrições. É esse trabalho de identificação dessas medidas que está a ser feito e que será objeto de uma reunião“, explicou Vieira da Silva.

No que diz respeito ao teletrabalho — cuja adoção é atualmente recomendada em todo o país, mas não obrigatória –, a responsável disse que “este ainda não é o momento das decisões“, remetendo também para um momento posterior.

(Notícia atualizada às 15h20)

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