Costa decreta três dias de luto nacional pela morte de Jorge Sampaio

  • Carolina Bento
  • 10 Setembro 2021

António Costa anunciou que o conselho de ministros eletrónico está reunido, tendo decidido decretar luto nacional durante três dias, de sábado a segunda-feira.

O primeiro-ministro decretou três dias de luto nacional, de sábado a segunda-feira, na sequência da morte do ex-Presidente da República, Jorge Sampaio. O primeiro-ministro anunciou ainda que o Conselho de Ministros está reunido extraordinariamente de forma eletrónica para tomar a decisão de decretadas as cerimónias fúnebres de Estado.

O corpo do antigo Chefe de Estado vai estar em câmara ardente no antigo Museu dos Coches. Já as cerimónias fúnebres vão decorrer no Mosteiro dos Jerónimos, em Belém, de acordo com a RTP.

Em direto do Palácio de S. Bento, António Costa recordou e elogiou a vasta obra política e social que Jorge Sampaio deixou. Mas começou por deixar uma nota de pesar à sua família e ao PS. “Partilho um profundo sentimento de tristeza neste momento”.

Durante os seus 60 anos de vida política ativa, “o doutor Jorge Sampaio exerceu as suas funções políticas com o mesmo sentido cívico de militância, de convicção, com que em 1962 assumiu a liderança do Movimento Estudantil de combate à ditadura e, nos últimos anos, já não tendo nenhuma função oficial, assumiu o encargo de lançar uma grande plataforma internacional para que os refugiados sírios pudessem prosseguir os seus estudos universitários e conclui-los com sucesso”, disse António Costa numa curta declaração transmitida pelas televisões.

António Costa destacou também o percurso profissional de Sampaio, desde o poder autárquico à função de Chefe de Estado. “Foi membro do Governo nos difíceis tempos dos governos provisórios, foi deputado apaixonado, líder parlamentar num momento em que a democracia já estava consolidada. Deu um contributo notável ao prestígio do poder local democrático, concorrendo e vencendo por duas vezes as eleições para a presidência da Câmara Municipal de Lisboa. Finalmente, exerceu o mais alto magistério, sendo eleito e reeleito Presidente da República, honrando o lema com que se concorreu: “Um por todos e todos por um”.

No fundo, “para Jorge Sampaio, o exercício dos seus múltiplos cargos políticos foi sempre e só mais uma forma de exercer a sua cidadania“, afirmou Costa. “Em nome do Governo e, estou certo, que em nome da generalidade dos portugueses, à sua família anuncio as devidas condolências e curvamo-nos todos na memória de alguém que foi um exemplo de luta pela liberdade, pela democracia e que tanto prestigiou com a sua verticalidade política, a nossa vida política”.

António Costa tinha uma relação profissional e pessoal próxima com Sampaio. O atual Primeiro-ministro estagiou no seu escritório e foi diretor de campanha do antigo Chefe de Estado nas presidenciais de 1996, de acordo com a RTP 3.

O ex-Presidente da República estava internado no Hospital de Santa Cruz em Lisboa com dificuldades respiratórias. Estava internado desde 27 de agosto, acabando por falecer aos 81 anos.

Pode rever a declaração de António Costa aqui:

(Notícia atualizada às 18h18 com correção do local do velório)

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