S&P volta a não se pronunciar e mantém rating de Portugal inalterado

A Standard & Poor's decidiu não se pronunciar sobre a notação atribuída à dívida soberana portuguesa, mantendo-a em "BBB".

Ao contrário do que era esperado, a Standard & Poor’s (S&P) não se pronunciou, esta sexta-feira, sobre a classificação da dívida portuguesa, nos mercados financeiros. O rating da dívida pública lusa é mantido, assim, na categoria “BBB” — isto é, dois níveis acima do lixo — com perspetiva estável.

A agência norte-americana tinha uma possível pronúncia agendada para esta noite, mas tal acabou por não acontecer. No site da S&P, é possível verificar que a última avaliação a Portugal ocorreu esta sexta-feira, mas não foi emitido qualquer comunicado de análise, o que aconteceu para outros países.

Já em março, data para a qual estava marcada a primeira possível pronúncia de 2021, a agência decidiu não divulgar nenhuma análise. Assim, Portugal manteve e mantém a classificação de “BBB”, reforçada na última revisão, a 11 de setembro de 2020. A perspetiva continua, igualmente, estável.

Os analistas ouvidos pelo ECO já antecipavam que a S&P deveria manter a notação e a perspetiva da dívida pública portuguesa. “A S&P tem atribuído a Portugal um rating de ‘BBB’ com perspetivas estáveis, algo que deverá permanecer inalterado na sua decisão [de sexta-feira]”, disse Filipe Silva, diretor de investimentos do Banco Carregosa, ao ECO. E Nuno Mello, analista da XTB, afirmou: “À semelhança do que foi decidido pela agência S&P na última avaliação, o rating da dívida pública portuguesa deverá manter-se em ‘BBB‘”.

Há cerca de duas semanas, outra agência de rating, a DBRS, seguiu, do mesmo modo, o caminho da estabilidade e decidiu manter inalterada a classificação a dívida portuguesa, em “BBBhigh”, isto é, três níveis acima de “lixo”.

A agência canadiana disse, na altura, acreditar numa recuperação da economia no período pós pandemia, à boleia dos progressos na vacinação contra a Covid-19, bem como do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). “O processo de vacinação, a melhoria das condições sanitárias e o alívio das restrições permitiram uma recuperação de 4,9%, no segundo trimestre de 2021. Estas condições e os fundos europeus [do PRR] poderão acelerar a recuperação”, observou a DBRS.

Ainda assim, a agência apontou a procura externa como um risco para a economia portuguesa, especificamente o turismo, setor que continua a ser dos mais penalizados pela crise pandémica. Alertou, além disso, para a importância de haver consolidação das contas públicas.

A próxima avaliação de que a dívida portuguesa será alvo ocorrerá ainda este mês, no dia 17. Nessa altura, será a Moody’s a tomar uma decisão. Em março, essa agência decidiu manter o rating da dívida portuguesa no primeiro nível de investimento qualidade, com perspetiva positiva.

(Notícia atualizada às 21h55)

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