Escola 42 está no top 10 do ranking “World Universities with Real Impact”

A escola de programação fundada em Paris está em Portugal desde o ano passado. Atualmente com 150 estudantes, a 42 Lisboa espera acolher 200 novos aprendizes em outubro.

Escola 42, Penha de França, Lisboa.Sebastião Roxo

Escola 42 alcançou a 10.ª posição do ranking “World Universities with Real Impact” (WURI), tendo atingido o primeiro lugar no que toca aos valores éticos, ultrapassando instituições como Havard, Columbia e Yale. A escola está em Portugal desde 2020.

No pódio do ranking das universidades com impacto real estão o Massachusetts Institute of Technology, a Stanford University e a Minerva School, do Keck Graduate Institute. Arizona State University e Hanze University of Applied Sciences ocupam os quarto e quinto lugares, respetivamente.

“Estamos extremamente orgulhosos da distinção oferecida pelo ranking da WURI. O reconhecimento internacional do impacto positivo do modelo 42 na sociedade e o crescente interesse do mundo pelo nosso modelo educativo demonstra que a tecnologia digital pode ser um poderoso vetor de inclusão, mesmo em regiões menos privilegiadas”, afirma Sophie Viger, CEO da 42, em comunicado.

E o objetivo estabelecido deverá ser alcançado antes do tempo: “Hoje, a rede 42 continua a crescer a um ritmo constante, com 35 campus, devemos atingir o nosso objetivo inicial de 50 campus até 2025 muito mais rapidamente do que o esperado”, adianta.

O programa de formação ministrado na 42, que é totalmente gratuito, torna possível capacitar e qualificar a uma grande diversidade de alunos, essencialmente fruto do apoio financeiro de mecenas individuais e empresas como a Huawei, o Santander, a Fidelidade, a Vanguard Properties e a Reformosa, que, no caso de Portugal, cobrem todos os custos da escola.

As grandes empresas tecnológicas em todo o mundo estão sempre atentas aos alunos da 42 e acabam, muitas vezes, por oferecer-lhes oportunidades de trabalho quando o programa ainda vai a meio.

Tomás Santa Clara

Communication manager da 42 Lisboa

Além disso, não há limite de idade, horários ou outros requisitos académicos ou de experiência. Para entrar é preciso, em primeiro lugar, completar dois jogos online de lógica e, se o candidato passar nesses jogos, fará um bootcamp intensivo, de 26 dias, de segunda a domingo. Trata-se de um modelo “verdadeiramente inclusivo em que o processo de seleção não considera conquistas académicas, capacidades económicas, idade ou experiência em programação”, detalha a escola.

Já a taxa de empregabilidade aproxima-se dos 100%. Em Portugal, a expectativa é alta: “As grandes empresas tecnológicas em todo o mundo estão sempre atentas aos alunos da 42 e acabam, muitas vezes, por oferecer-lhes oportunidades de trabalho quando o programa ainda vai a meio”, dizia communication manager da 42 Lisboa, Tomás Santa Clara, em conversa com a Pessoas, no final de agosto.

Na 42 Lisboa, cerca de 150 alunos começaram o programa em fevereiro, entre os quais jovens de 18 anos que concluíram o 12.º ano, profissionais com 30 anos que querem adquirir ou melhorar competências tecnológicas e até pessoas com pouco mais de 20 anos que, encontrando-se em situações de trabalho precário, viram as suas oportunidades de carreira fortemente afetadas pela pandemia. Em outubro, deverão entrar 200 novos alunos.

Fundada em França, a Escola 42 conta com mais de 12 mil alunos em 22 países.

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