“COP26 será o momento da verdade”, diz Von Der Leyen

"As ambições têm de começar a ser apoiadas por planos concretos", disse a presidente da Comissão Europeia, apontando o dedo aos grande poluidores, como a China e os EUA.

“Será o momento da verdade para a comunidade global”. Foi desta forma que a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, se referiu hoje à 26ª Conferência Anual sobre Alterações Climática das Nações Unidas – também conhecida como COP26 — que vai ter lugar em Glasgow, na Escócia, a partir de 31 de outubro.

“As ambições têm de começar a ser apoiadas por planos concretos. A China anunciou que ia parar de construir centrais a carvão fora do país. É um passo positivo, mas é preciso mais. A Administração Biden prometeu duplicar a contribuição para países em desenvolvimento. As maiores economias do mundo estão a progredir”, disse Von Der Leyen na abertura da Cimeira de Investimento Sustentável da UE 2021, em Bruxelas.

Quanto à Europa, a responsável diz que continua a ser o maior doador mundial, com 25 mil milhões de euros por ano para a luta climática. A estes vão-se juntar ainda mais quatro mil milhões de euros adicionais (a cada ano), até 2027, dos cofres de Bruxelas.

“Mesmo assim continua a haver falta de investimento”, sublinhou Von Der Leyen, apelando que as grandes potências continuem a trabalhar no seio do G7 e do G20 para travar a crise climática, para “pôr um preço global às emissões de carbono e para financiar a luta contra as alterações climáticas”.

É já no fim de outubro, início de novembro, que o Reino Unido vai receber os líderes mundiais de 196 países, mais a União Europeia, em Glasgow, na Escócia, para a COP26. A conferência acontece poucos meses após o lançamento do último relatório do IPCC, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, que afirmou ser inequívoca a influência humana no sobreaquecimento do planeta.

Guterres pede “ações concretas, agora”

Também na abertura da Cimeira de Investimento Sustentável da UE 2021, o secretário-geral da ONU, António Guterres apelou a mais financiamento sustentável: “Vamos libertar o poder do investimento. O nosso mundo está em maus lençóis”.

“A COP26 está ao virar da esquina e as expectativas não podiam ser maiores. Sem ações decisivas estamos a deitar fora a nossa última oportunidade de conseguir fazer algo. Temos de garantir uma recuperação económica verde e resiliente”, disse Guterres, pedindo compromisso com a neutralidade climática até 2050; metas intermédias para 2030, com “ações concretas agora”, como o fim às novas centrais a carvão e implementação do plano de 100 mil milhões a ajuda aos países em desenvolvimento a mudar de uma economia dependente de combustíveis fósseis para energia renováveis.

“Precisamos de compromissos audazes e ambiciosos de todos os países e muito financiamento público e privado”, rematou o secretário-geral da ONU.

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