40% dos profissionais dizem que modelo híbrido “poderia ser melhorado”

Profissionais falam em jornadas de trabalho mais intensas e num excesso de reuniões. Sentem-se sobrecarregados (54%) e exaustos (39%) e mais de 40% admite despedir-se se acabar trabalho remoto.

Grande parte dos profissionais já voltou ao escritório, não em regimes 100% presenciais — como antes da pandemia –, mas em modelos de trabalho híbrido, regime pelo qual muitas empresas de todos os setores têm optado findo a obrigatoriedade do teletrabalho ou pensam vir a implementar: 75% das companhias portuguesas planeiam implementar um modelo híbrido, aponta um estudo da Mercer. Mas nem tudo está a correr bem neste regresso. Apesar dos esforços dos líderes para gerir os desafios que este novo modelo acarreta, 40% dos profissionais consideram que o regime implementado na sua empresa “poderia ser melhorado”. Mais de metade dos trabalhadores sentem-se sobrecarregados e mais de um terço exausto.

“Embora a mudança para o teletrabalho tenha sido quase instantânea, precisamos de reconhecer que foi por necessidade”, começa por dizer François-Pierre Puech, country manager da Robert Walters Lisboa. Agora, “o retorno ao trabalho deve ser gradual”.

“Tanto os empregadores como os funcionários devem usar este ano para testar uma variedade de estilos de trabalho, desde o trabalho híbrido até a possível remoção do horário das 9h às 17h, em favor das horas baseadas na carga de cada projeto”, comenta, com base nos resultados do inquérito da consultora, que envolveu cerca de 2.000 profissionais de todos os países em que está presente, incluindo Portugal.

Os profissionais falam em “jornadas de trabalho mais intensas” e demasiadas reuniões, tanto presenciais como virtuais, o que resulta em trabalhadores sobrecarregados (54%) e exaustos (39%).

No caso de uma revisão do modelo de trabalho híbrido que implicasse a remoção total da possibilidade de teletrabalho, 42% dos profissionais admitem mesmo que se despediriam.

No entanto, há algumas diferenças entre as gerações. Voltar ao local de trabalho é especialmente importante para os jovens, com 75% dos profissionais entre os 18 e os 26 anos a afirmarem que o escritório é sua principal fonte de significado e conexão social, revela o relatório da Robert Walters.

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