Mais de metade dos profissionais pensam que regime híbrido não vai durar tanto quanto gostariam

55% dos trabalhadores acreditam que os atuais regimes de trabalho híbrido não serão capazes de gerar um equilíbrio eficaz entre a vida pessoal e profissional a longo prazo, avança a Robert Walters.

Mais de metade dos trabalhadores pensa que seus atuais regimes de trabalho híbrido não vão suficientemente longe para gerarem um equilíbrio efetivo entre a vida pessoal e profissional. E 55% dos profissionais consideram que o modelo de trabalho híbrido não vai durar tanto quanto gostariam, revela a mais recente pesquisa da Robert Walters.

“Embora a mudança para o teletrabalho tenha sido quase instantânea, precisamos de reconhecer que foi por necessidade. O retorno ao trabalho deve ser gradual, tanto os empregadores quanto os funcionários devem usar este ano para testar uma variedade de estilos de trabalho, desde o trabalho híbrido até a possível remoção do tradicional 9-5 de uma forma mais permanente”, afirma François-Pierre Puech, country manager da Robert Walters Portugal, em comunicado.

Alguns inquiridos disseram, inclusive, que o modelo de trabalho híbrido não testado “precipitaram dias de trabalho mais intensos, por exemplo, com a participação em reuniões presenciais e virtuais, deixando-os sobrecarregados e exaustos”, detalha a empresa especializada em recursos humanos que entrevistou dois mil profissionais.

Com a “revolução pandémica”, a flexibilidade tornou-se um fator crucial na atração de talento. Agora, 85% dos profissionais esperam que a possibilidade de trabalhar a partir de casa ou remotamente seja uma oferta padrão dos empregadores e 78% diz mesmo que não aceitaria um novo trabalho sem esse benefício.

A pesquisa da Robert Walters estima ainda que o crescimento do trabalho híbrido originaria uma aumento da força laboral. Cerca de “3,8 milhões de pessoas adicionais poderiam entrar na força de trabalho de uma organização, incluindo 1,2 milhão de pais, 1,5 milhão de pessoas com deficiência, 500.000 com responsabilidades de cuidados e 600.000 outras pessoas sem trabalho”, pode ler-se.

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