Microsoft está a “avaliar” modelo de regresso ao escritório. Trabalhadores têm bónus de 1.200 euros

Colaboradores da tecnológica em Portugal abrangidos pelo bónus de 1.500 dólares (cerca de 1.268 euros brutos) que a empresa anunciou em julho.

A Microsoft ainda está “a avaliar” o modelo do regresso ao escritório dos mais de mil trabalhadores que a companhia tem em Portugal. “Todos os colaboradores” da tecnológica são abrangidos pelo bónus de 1.500 dólares (mais de 1200 euros brutos), anunciado em julho pela empresa, por causa da pandemia.

“Desde o início da pandemia e, neste momento, todos os colaboradores em Portugal ainda se encontram a trabalhar remotamente e a avaliar a forma como voltarão ao escritório“, adianta fonte oficial da Microsoft à Pessoas, sem mais detalhes sobre eventuais requisitos exigidos pela companhia para o regresso ao trabalho presencial.

Nos Estados Unidos, desde agosto, a Microsoft está a exigir vacinação a qualquer pessoa que queira entrar nos seus escritórios da empresa. Em Portugal, a vacina não é obrigatória, nem as entidades que representam o patronato, como a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal e a Confederação do Turismo de Portugal, estão a recomendar a sua exigência.

Bónus abrange colaboradores em Portugal

Em Portugal, a Microsoft, cuja sede nacional está localizada no Parque das Nações, em Lisboa, tem 1.200 trabalhadores e “todos” estão abrangidos pelo bónus anunciado pela empresa em julho por causa da pandemia: 1.500 dólares (cerca de 1.268 euros/brutos).

“Como símbolo do reconhecimento pelo espírito de equipa ‘One Microsoft’ durante este ano tão desafiante, temos o orgulho de recompensar os nossos colaboradores com uma oferta única monetária”, respondeu a empresa quando questionada sobre o tema pela Pessoas. “Este bónus único não está associado a qualquer programa ou métricas da empresa e é independente dos programas de compensação da empresa.”

A empresa não adiantou informação sobre se o bónus já tinha sido pago ou quando isso estaria previsto, referindo apenas que “todos os colaboradores Microsoft” são abrangidos, quando questionada sobre que trabalhadores seriam elegíveis. Em valores líquidos, significa que cada colaborador tem direito a um bónus na ordem dos 600 euros.

Com 175.508 funcionários em todo o mundo, este bónus vai custar à empresa cerca de 200 milhões de dólares (169 milhões de euros), menos de dois dias de lucro para a gigante tecnológica. Os funcionários do LinkedIn, GitHub e ZeniMax, apesar de serem propriedade da Microsoft, estão excluídos desta medida.

Empresas apoiam colaboradores

A tecnológica não foi a única a atribuir apoio financeiro aos colaboradores em jeito de agradecimento pelo esforço realizado no eclodir da pandemia. No retalho alimentar, várias cadeias — do Lidl, passando pelo grupo Jerónimo Martins ou DIA, entre outros — avançaram com prémios extraordinários aos colaboradores na linha da frente, tendo outras companhias atribuído apoio financeiro para a compra de material de escritório, numa altura em que o teletrabalho era obrigatório, sempre que as funções o permitiam.

A Siemens, por exemplo, atribuiu, em dezembro, o chamado “Corona Bónus”, um apoio monetário no valor de 750 euros a todos os colaboradores, excluindo as primeiras linhas de direção, e ainda um cheque de 250 euros, para apoiar aquisição de material de escritório.

Outras optaram por atribuir esse apoio num momento em que se discute o modelo do regresso ao escritório. A startup portuguesa Coverflex, por exemplo, decidiu oferecer um bónus anual de mil euros a cada um dos 50 trabalhadores, para que invistam em trabalho remoto, podendo trabalhar a partir de qualquer lugar. O novo bónus acresce aos 500 euros oferecidos a cada colaborador no momento em que começa a trabalhar na empresa, que, sendo a startup uma empresa 100% remota, pode ser utilizado nas despesas de internet ou de eletricidade ou na aquisição de material de escritório, por exemplo.

A trabalhar num projeto-piloto de um modelo de trabalho híbrido, em que os escritórios da passarão a ser, sobretudo, espaços de reunião, partilha e criação, a Ikea ofereceu um kit aos colaboradores que incluiu secretária, cadeira, iluminação e acessórios para ajudar as suas pessoas a terem todas as condições necessárias para o teletrabalho.

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