Depósitos das famílias encolhem pelo segundo mês para 169,2 mil milhões

Famílias acumularam quase 20 mil milhões de euros em depósitos desde o início da pandemia, mas dinheiro confiado aos bancos está agora em queda, perante a abertura da economia após os confinamentos.

O dinheiro depositado pelas famílias junto dos bancos voltou a encolher em setembro, depois de já ter recuado em agosto, com o montante confiado às instituições financeiras a baixar para 169,16 mil milhões de euros.

Os depósitos bancários dos particulares atingiram o valor recorde de 169,9 mil milhões de euros em julho, refletindo os elevados índices de poupança dos portugueses durante a pandemia. Mas essa trajetória parece ter agora interrompido, numa altura em que os progressos no desconfinamento (à boleia da vacinação) convidam a um maior consumo, que esteve restringido desde março do ano passado, por causa da crise pandémica.

Ainda assim, a redução dos depósitos tem sido mínima face à acumulação de poupanças que se assiste desde março de 2020, na ordem dos 18,5 mil milhões de euros.

O montante depositado caiu 612 milhões em agosto face a julho, no mês tradicional de férias. E voltou a recuar em setembro, em cerca de 147 milhões de euros. A expectativa é que volte a cair nos próximos meses, perante a abertura da economia e com o aproximar do período de festas do Natal e Ano Novo.

Depósitos das famílias baixam após recorde

Crédito cresce junto das famílias e desacelera nas empresas

Os dados do supervisor mostram também que o crédito cresceu junto das famílias, mas está a desacelerar nas empresas pelo quinto mês seguido.

“Em setembro de 2021, o montante total de empréstimos concedidos aos particulares para habitação cresceu 4,3% em relação a setembro de 2020 para 96,0 mil milhões de euros (estes empréstimos tinham crescido 4% no mês anterior)”, adianta o Banco de Portugal.

Já “os empréstimos ao consumo cresceram 1,5% face a setembro de 2020, fixando-se em 19,1 mil milhões de euros (tinham crescido 1,3% no mês anterior)”, acrescenta.

Em relação às empresas, os financiamentos da banca cresceram 5,1% em setembro face ao mesmo período do ano passado, totalizando os 76,3 mil milhões de euros. Contudo, conforme sublinha supervisor, o “ritmo de crescimento dos empréstimos às empresas voltou a diminuir pelo quinto mês consecutivo”.

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