Petróleo cai mais de 1% com sinais de menor consumo nos EUA

Maior consumidor mundial de petróleo assistiu a um aumento das reservas petrolíferas na semana passada, razão pela qual os preços do "ouro negro" estão a aliviar de máximos desde 2014.

Os preços do barril de petróleo estão a cair mais de 1% em Nova Iorque e Londres, perante o aumento acima do esperado das reservas petrolíferas nos EUA, o maior consumidor mundial, na última semana.

O contrato do Brent para entrega a 29 de outubro desvaloriza 1,46%, para 85,15 dólares, após três dias consecutivos em alta. Só este ano, o barril negociado em Londres, que serve de referência para as importações nacionais, acumula uma valorização de mais de 60%, o que está a pressionar os preços dos combustíveis.

Em Nova Iorque, o preço do crude WTI também perde terreno, caindo 1,55%, para 83,34 dólares. Alivia de máximos desde 2014.

Evolução do Brent em Londres:

Segundo os analistas, na base desta descida das cotações do “ouro negro” está a subida das reservas nos EUA na semana que terminou a 22 de outubro, que deixa sinais de um menor consumo face à oferta existente, o que explica a baixa dos preços. Os stocks aumentaram em 2,3 milhões de barris, de acordo com fontes do mercado, suportando-se em dados da American Petroleum Institute figures. Os analistas esperavam um aumento semanal de 1,9 milhões de barris.

“Podemos ver alguma realização de mais-valias no Brent e no WTI, o que seria saudável para o mercado”, disse Craig Erlam, analista da Oanda, citado pela agência Reuters.

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