“Preocupado” com chumbo do OE, sindicato da TAP quer reunir com partidos

Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) considera que chumbo do Orçamento "pode colocar em perigo e atrasar a recuperação da TAP".

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) olha com “muita preocupação” para o chumbo do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), considerando que isso “pode colocar em perigo e atrasar a recuperação da TAP”. Nesse sentido, pediu uma audiência a todos os partidos com assento parlamentar, afirmando que estes têm de “assumir as suas responsabilidades” e defender a companhia aérea nacional.

Para além de ser mau para a TAP, o chumbo do OE pode “prejudicar os seus trabalhadores, nomeadamente os tripulantes, a classe profissional mais prejudicada ao longo de todo este processo de restruturação e atrasar a recuperação económica do país“, afirma o sindicato, em comunicado enviado esta sexta-feira, recordando que, desde 2020, já saíram da TAP mais de 1.500 tripulantes.

Assim, preocupado com este chumbo do OE no Parlamento, o SNPVAC pediu uma audiência a todos os partidos com representação parlamentar, de forma a “conhecer a posição de cada um deles”. “Este é o momento para cada um dos partidos assumir as suas responsabilidades“, afirma.

No mesmo documento, o sindicato do pessoal de voo ressalva o “papel decisivo” da TAP na economia nacional, “sobretudo a importância que terá na recuperação económica pós-pandemia”. Afirma que a companhia aérea de bandeira “tem futuro” e que isso é comprovado pelo “atual número de voos” e pelo “aumento expectável nos próximos meses”.

O SNPVAC acredita mesmo que, no futuro, a TAP irá ser “obrigada” a contratar mais tripulantes para “fazer face ao aumento de tráfego aéreo”.

Esta quinta-feira, em conferência de imprensa após Conselho de Ministros, a ministra do Estado e da Presidência destacou que “os compromissos já assumidos [pelo Estado] possam ser cumpridos, mesmo em duodécimos”. “Esse é mais um elemento de estabilidade que se pode assegurar”, disse Mariana Vieira da Silva, quando questionada sobre como planeia o Governo injetar dinheiro na TAP após o chumbo do OE.

Após terem sido transferidos 1,2 mil milhões de euros para a companhia aérea em 2020, este ano a TAP já recebeu 462 milhões, por via do aumento de capital realizado em maio, e tem ainda a encaixar outros 536 milhões até ao final de dezembro. Para 2022, a proposta de OE contemplava mais 990 milhões, perfazendo uma injeção total de 3,19 mil milhões de euros em três anos.

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