CEO do BPI alerta para duração da crise política e impacto na economia

João Pedro Oliveira e Costa diz que é preciso ter muita atenção ao tempo que poderá durar a crise política e também ao impacto que poderá ter na confiança das pessoas.

O CEO do BPI alertou esta terça-feira para o eventual impacto da crise política na economia, sobretudo quando o país se mantém em recuperação após a pandemia, mas será dos últimos a chegar ao nível que tinha em 2019. João Pedro Oliveira e Costa disse que os próximos “tempos serão chave” para Portugal.

Falando na conferência de resultados dos primeiros nove meses do ano, João Pedro Oliveira e Costa afirmou que é preciso ter “muita atenção” à duração deste impasse político na sequência do chumbo do Orçamento do Estado para 2022 e também ao impacto que poderá ter na confiança dos agentes económico.

“Vamos ter muita atenção é no tempo que poderá durar e no impacto na confiança das pessoas”, disse, respondendo a uma questão sobre o atual momento político e governativo que o país atravessa.

“Depois, a solução que surgir, seja qual for, estaremos cá para dar uma resposta. (…) É uma situação nova e ainda pouco clara. (…) Temos de esperar com tranquilidade e confiar. É nesse quadro que iremos continuar a trabalhar”, acrescentou o gestor bancário aos jornalistas.

Logo a seguir lembrou que 2022 será um ano importante para Portugal confirmar a retoma económica de 2021, depois de um ano de 2020 “muito difícil” por causa da pandemia.

“Felizmente, vários setores estão a confirmar um pouco as expectativas positivas que tínhamos, nomeadamente no campo turismo, que já alcançou alguns valores que não eram pensáveis nesta altura do ano”, exemplificou João Pedro Oliveira e Costa.

O CEO do banco avisou que “os próximos tempos serão chave” para Portugal “manter a posição ou pelo menos ganhar alguma vantagem” face à concorrência, sabendo-se que “será o país que mais tarde chegará à recuperação para os níveis que estávamos em 2019, tirando a Espanha”.

O BPI registou lucros de 242 milhões de euros entre janeiro e setembro, uma subida de 180% em relação ao mesmo período do ano passado, beneficiando dos dividendos e reservas de 100 milhões de euros distribuídos pelo banco angolano BFA.

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