Portugal é dos países com mais moratórias a terminar até final do ano

DBRS alerta que impacto do fim das moratórias se fará sentir no final do ano e em 2022 e que o efeito será maior nos bancos domiciliados nos países mais atrasados na recuperação da economia.

Portugal era dos países com mais moratórias de crédito a terminarem até final do ano, de acordo com uma análise da agência de rating DBRS Morningstar publicada esta terça-feira.

Com base na posição dos bancos em junho, Portugal tinha cerca de 20 mil milhões de euros em moratórias a acabarem até dezembro, correspondendo a cerca de 80% do total das moratórias concedidas pelas instituições portuguesas. Esta análise tinha apenas em conta três bancos nacionais: BCP, Montepio e Novobanco. Ou seja, deixa de fora bancos como a Caixa Geral de Depósitos, Santander Totta e BPI que também tinham concedido um número relevante de moratórias.

Apenas a Finlândia tinha uma maior proporção das moratórias a expirar na segunda metade deste ano do que Portugal, sendo está em causa apenas um banco finlandês, o Nordea, com 100% das suas moratórias a acabar depois de junho.

A nível europeu, apoiando-se numa amostra de 35 bancos, a DBRS adianta que a maioria das moratórias acabou em junho, num total de 520 mil milhões de euros (80% das moratórias concedidas). Em países como a Irlanda, Países Baixos, Bélgica e França já quase não restavam moratórias na segunda metade do ano, de acordo com a DBRS.

Para os analistas da agência de rating canadiana, embora o malparado dos bancos ainda continue “contido”, com a maioria das instituições financeiras a reportarem “níveis iguais ou inferiores no final do primeiro semestre de 2021” em relação ao ano anterior, as consequências deverão manifestar-se no final de 2021 e em 2022.

“Esperamos que a deterioração da qualidade dos ativos seja mais visível nos bancos domiciliados em países onde a recuperação económica está a levar mais tempo”, refere a DBRS.

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