Mesa do recrutador: Mafalda Garcês, site leader & people director da Dashlanepremium

Encontramos a líder de pessoas da Dashlane na tranquilidade do escritório da empresa, que mantem os 50 colaboradores em teletrabalho.

A mesa de Mafalda Garcês, site leader & people director da Dashlane.Hugo Amaral/ECO

Quinhentos e oitenta metros quadrados de luz, espaços verdes, conectados e colaborativos. Assim nos apresentou, em fevereiro de 2020, Mafalda Garcês, site leader & people director da Dashlane, o novo escritório da startup portuguesa de software, na rua Garrett, em pleno Chiado. Na altura, o espaço acolhia 48 trabalhadores, tinha sido pensado para levar a casa para dentro do local de trabalho e, com isso, atrair talento. Cerca de dois anos depois, regressamos ao escritório no coração de Lisboa para encontrar os agora 50 trabalhadores da Dashlane todos em teletrabalho. Em tempos de pandemia, foi o escritório que acabou por entrar na casa dos colaboradores. Mas, apesar de a Covid-19 lhe ter trocado as voltas, a tecnológica tem superado os desafios e retirado aprendizagens para o futuro.

“O contexto da pandemia fez-nos pensar em como podemos continuar a trazer a casa para dentro do escritório e tornar o escritório, em vez de um espaço predominantemente de trabalho, num local predominantemente social. E isso liga-se com esta nossa ambição de que as pessoas se sintam em casa no escritório, e trazer o escritório para dentro de casa também”, começa por explicar Mafalda Garcês. “Na Dashlane temos uma cultura de escritório muito forte, de estarmos uns com os outros. Não o poder fazer de forma física afeta, sem dúvida, os relacionamentos e até a paciência que, às vezes, temos uns com os outros. É um desafio acrescido, mas muito interessante. Criámos uma forma de gerir pessoas totalmente nova e um modo de nos relacionarmos também diferente daquele que conhecíamos. Diferente não quer dizer que seja pior, é só mesmo distinto.”

Uma das coisas que a gestora de pessoas diz notar maior diferença é nas dinâmicas das relações interpessoais. “Deixou de ser natural, temos de programar, procurar, de forma consciente, estarmos uns com os outros. Já não nos cruzamos no corredor ou bebemos um café depois do almoço, por isso tem de ser mais consciente este esforço de chegar ao outro.” Para colmatar esta lacuna, a startup começou, logo no início da pandemia, por instaurar uma videochamada recorrente, com toda a equipa, para que as pessoas bebessem um café virtual. A intenção era boa, mas não funcionou. “Rapidamente se percebeu que com a fadiga natural das pessoas de estar à frente do computador, isto não funciona. Precisamos de procurar momentos mais curtos, mais continuados no tempo e também não julgar os colegas que não querem aparecer no momento social no Zoom porque estão cansados”, considera.

Mafalda Garcês é site leader & people director da Dashlane.Hugo Amaral/ECO

Também no início de 2020, ainda longe de imaginar o que aí viria, Mafalda Garcês dizia à Pessoas que a empresa já estava à procura de um novo espaço, que fosse maior, para acolher novos membros. A procura ficou em standby, sem perspetivas de ser retomada. “O espaço que temos é suficiente, até porque é difícil antecipar quais serão as tendências e as escolhas das pessoas quando a situação [pandémica] acabar por se estabilizar. Conforme o tempo for correndo vamos ter uma tendência mais estável e poder decidir se faz sentido um espaço maior, um espaço 100% social como outras empresas estão a fazer... Não temos certezas neste momento”, admite.

Uma coisa é certa: a abordagem da empresa no pós-pandemia é de flexibilidade. “Vamos estar num regime híbrido de total flexibilidade para os colaboradores. Queremos que as pessoas tenham autonomia para escolher um sítio ou outro, conforme fizer sentido no momento.”

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