EDP aumenta preços da luz em 2,4% em 2022

  • Lusa
  • 17 Novembro 2021

A atualização, a partir de 1 de janeiro, traduz-se numa variação média de 90 cêntimos por mês na fatura da eletricidade das famílias.

As tarifas de eletricidade da EDP Comercial vão subir em média 2,4% em 2022, o que corresponde a um acréscimo na fatura das famílias de cerca de 90 cêntimos por mês, refletindo a subida dos custos da energia.

A EDP Comercial vai fazer uma atualização média de 2,4%, em linha com mercado regulado, a partir de 1 de janeiro. Esta atualização traduz-se numa variação média de 90 cêntimos por mês”, disse à Lusa a presidente da EDP Comercial, Vera Pinto Pereira, referindo que este aumento acontece “num contexto de subida relevante dos preços de energia no mercado grossista”.

A intenção é manter as tarifas “ao longo de todo o ano de 2022”, adiantou a gestora, realçando que “a EDP Comercial dá assim continuidade à estratégia de estabilidade de preços que permitiu manter inalterados os preços dos clientes também em 2021, quando o mercado de energia atingiu valores recorde”.

A EDP Comercial é o principal operador no mercado livre de eletricidade, com uma quota de mercado 74,3% em número de clientes, e de 41,7% em consumo abastecido, segundo os últimos dados divulgados pelo regulador, relativos a junho.

Em junho de 2021, o mercado livre representava cerca de 85% do número total de clientes e cerca de 95% do consumo em Portugal Continental, exibindo um aumento de 1,2 pontos percentuais e de 0,3 pontos percentuais, respetivamente, relativamente ao peso relativo do mês homólogo.

Na nota enviada aos clientes, a EDP Comercial refere a atualização da tarifa, a partir de 1 de janeiro, com a “subida continuada do custo de aquisição da energia elétrica e da atual previsão de variação das tarifas de acesso às redes a definir pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos [ERSE] para 2022”.

A ERSE divulga até 15 de dezembro os preços da eletricidade no mercado regulado para o próximo ano, sendo que a proposta é de uma subida de 0,2% para as famílias (baixa tensão normal), com a redução da tarifas de acesso à rede (de 52,2%) a atenuar a subida dos preços, devido ao custo da componente energia.

Se considerados os dois aumentos intercalares de preços ocorridos este ano, as tarifas propostas para 2022 representam uma descida de 3,4% em janeiro de 2022 face a dezembro de 2021.

A ERSE apresenta, até ao dia 15 de outubro de cada ano, a proposta das tarifas da eletricidade para vigorar no ano seguinte, que é submetida ao parecer do Conselho tarifário.

“É do interesse de todos que haja pluralidade de ‘players'”

Vera Pinto Pereira disse ainda à Lusa que espera que o mercado liberalizado não perca mais operadores, uma vez que “é do interesse de todos que haja pluralidade de ‘players’ na comercialização de energia”.

“Espero que não haja mais situações destas. É saudável termos concorrência no nosso mercado”, afirmou à Lusa a presidente da EDP Comercial, quando questionada sobre a saída de três comercializadores do mercado livre de energia.

Em declarações à Lusa, a propósito da atualização tarifária da empresa para 2022, Vera Pinto Pereira realçou que a concorrência “tem sido saudável ao longo dos anos”, porque “traz diversidade de oferta aos clientes”.

“Portanto, é do interesse de todos que haja pluralidade de ‘players’ ao nível da comercialização da energia. Espero que haja condições para que todos se mantenham a operar no mercado”, destacou.

A crise energética já fez três baixas: a HEN foi a primeira a fechar operação, passando os seus cerca de 3.900 clientes para o mercado regulado, seguindo-se empresa Energia Simples (PH Energia), que enviou cerca de 5.300 clientes para o comercializador de último recurso, e a ENAT – Energias, que tinha 4.900 clientes.

Nestes casos, os clientes passam a ser abastecidos pelo comercializador de último recurso.

Em 18 de outubro, a ERSE aprovou um pacote de medidas extraordinárias para os setores elétricos e do gás natural, destinadas a atenuar o impacto negativo dos preços nos mercados grossistas.

“Com a adoção das novas medidas procura-se assim assegurar uma maior flexibilidade da atividade de comercialização em mercado e evitar custos e riscos acrescidos para os consumidores de energia”, informou o regulador, em comunicado.

As medidas, esclarece a ERSE, vão vigorar até ao final do primeiro semestre de 2022, destacando-se entre elas a “saída controlada e minimamente programada de comercializadores de mercado”, evitando assim a quebra operacional decorrente de insolvências.

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