Taxa de desemprego mantém-se em 6,4% em outubro, mas emprego cai

A taxa de desemprego fixou-se em 6,4%, em outubro, indicou o INE. Já a população empregada caiu 0,3% em cadeia.

A taxa de desemprego fixou-se em 6,4%, em outubro, o que significa que ficou inalterada face ao mês anterior, indicam os dados divulgados, esta terça-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O décimo mês de 2021 foi, contudo, também sinónimo de um recuo do emprego, tendo essa taxa baixado em cadeia dois pontos percentuais (p.p).

Segundo o gabinete de estatística, a taxa de desemprego situou-se em 6,4%, igual ao mês precedente, mas menos 1,2 p.p. do que há um ano. Já a taxa de emprego fixou-se em 62,8%, menos 0,2 p.p do que em setembro, mas mais 1,7 p.p. do que no período homólogo de 2020.

O INE detalha que, em termos absolutos, a população desempregada subiu 1% em cadeia para 331,6 mil pessoas, valor que representa, ainda assim, um decréscimo de 13,8% em relação ao período homólogo. Já a população empregada recuou 0,3% em cadeia para 4.822 mil pessoas, universo que corresponde a um aumento de 2,9% em comparação com outubro de 2020.

Contas feitas, a população ativa situou-se, em outubro, em 5.153,6 mil indivíduos, menos 0,2% do que no mês anterior, mas mais 1,7% do que no período homólogo. “O decréscimo da população ativa resultou da diminuição da população empregada em 14,0 mil (0,3%) ter superado o aumento da população desempregada em 3,2 mil (1,0%)”, explica o INE.

Já a população inativa aumentou 0,5% em cadeia para 2.528,7 mil pessoas, valor que corresponde, por outro lado, a um recuo de 2,6% face a outubro de 2020. “Esse acréscimo da população inativa foi explicado pelo aumento do número de outros inativos, os que nem estão disponíveis, nem procuram emprego, em 21,7 mil (0,9%)“, salienta o gabinete de estatísticas.

O INE indica, além disso, que a taxa de subutilização do trabalho — que inclui desempregados, subemprego em tempo parcial, inativos disponíveis para trabalhar, mas que não procuram um novo posto e inativos que procuram emprego mas não estão disponíveis para começar um novo trabalho — fixou-se em 11,8%, menos 0,2 p.p. do que em setembro e menos 3,0 do que no período homólogo de 2020. “Em outubro de 2021, a subutilização do trabalho atingiu o valor mais baixo (626,9 mil) desde o início da série em 2011″, observa o INE.

Outubro ficou marcado por um alívio das restrições associadas à crise pandémica proporcionado pelos avanços na campanha de vacinação contra a Covid-19. Por exemplo, pela primeira vez em mais de ano e meio, os bares e discotecas puderem abrir as suas portas. Tal não se traduziu, contudo, num recuo do desemprego, de acordo com os dados agora divulgados pelo INE.

(Notícia atualizada às 11h41)

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