Pandemia afunda em 73% tráfego aéreo de passageiros na UE

O transporte aéreo de passageiros em Portugal registou menos 69,9% de tráfego em 2020 face ao ano anterior, abaixo da média europeia de 73,3%, segundo dados do Eurostat

O transporte aéreo de passageiros afundou 73,3% na União Europeia (UE) em 2020, uma quebra provocada pela pandemia. Portugal registou uma das reduções percentuais mais baixas, tendo registado uma queda de 69,9% no número de passageiros, em comparação com o ano anterior.

Todos os Estados-Membros registaram descidas acentuadas do tráfego aéreo de passageiros em 2020, em comparação com 2019, mas as maiores quedas deram-se na Eslovénia (-83%), e na Eslováquia e Croácia, ambos os países com quedas de 82%.

Já as descidas menos acentuadas verificaram-se no Luxemburgo (com menos 67%), Bulgária (com 68%) e Grécia (com 69%). Portugal insere-se em quinto lugar no grupo dos cinco países com a menor redução no transporte aéreo de passageiros em 2020.

Na UE, onde viajaram 277 milhões de pessoas em 2020, os voos para fora do bloco baixaram em seis pontos percentuais, para 45% do total de transporte aéreo de passageiros, sendo que os voos internos europeus caíram apenas um ponto percentual, para 33%.

Em Portugal, a realidade muda de contornos e os voos internos europeus registaram mais de metade de todo o transporte aéreo de passageiros nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro. Na Madeira, os voos nacionais representaram 49,5% do tráfego, e 91,7% em Ponta Delgada. Em Portugal continental, os voos para fora da UE refletiram o segundo maior segmento em todos os aeroportos analisados.

Paris-Orly foi o destino com maior número de passageiros tanto no aeroporto de Lisboa como no do Porto, sendo que apenas o aeroporto de Faro rompe com esta tendência, onde se viajou mais para Londres/Gatwick. Os destinos com maior número de passageiros nos Açores e na Madeira foram, em ambos os casos, Lisboa e Porto.

Desde o início de 2020 que os Estados-membros adotaram um conjunto de medidas para restringir a propagação da pandemia de Covid-19, sendo que a indústria de transporte aéreo foi uma das mais afetadas. Embora os dados do INE revelem um aumento de tráfego aéreo superior a 92,7% no 3º trimestre de 2021, nos aeroportos nacionais, os números estão longe de atingir os níveis de 2019, antes da pandemia.

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