83% dos investidores imobiliários preparados para o boom dos eco-edifícios

  • Capital Verde
  • 20 Dezembro 2021

Os eco-edifícios geram rendas e valores de capital mais elevados, ao mesmo tempo que incorrem em menores custos mensais de exploração e manutenção.

A grande maioria dos investidores imobiliários (83%) espera que os arrendatários comecem a procurar cada vez mais os edifícios sustentáveis. E, por causa disso, 54% dos investidores garantiram já que vão aplicar cada vez mais na sua estratégia os princípios ESG – Ambiental, Social e de Governance, para enriquecer a carteira.

No que diz respeito ao impacto ao nível das receitas para os investidores, os eco-edifícios geram rendas e valores de capital mais elevados, ao mesmo tempo que incorrem em menores custos mensais de exploração e manutenção.

As conclusões são dos mais recentes estudos da a empresa imobiliária CBRE; “Guia ESG para ocupantes: Agenda ambiental, social e de governança na ocupação de um imóvel” e “ESG & Imobiliário: 10 principais factos que os investidores necessitam saber”, mais direcionado a investidores.

Por outro lado, a CBRE também alerta para o facto de as indústrias de construção civil serem responsáveis por quase 40% das emissões globais anuais de carbono, sendo a produção de cimento e de aço responsáveis de cerca de 10% desse valor. A empresa aconselha, por isso, a que se usem alternativas mais ecológicas, como a madeira, que promove a fixação de carbono.

Ainda dentro do tema da construção, as análises demonstraram que a aposta em tecnologias, tais como plataformas de gestão de dados ESG, plataformas de monitorização para agilizar processos e rever/entregar relatórios ESG e, ainda, plataformas baseadas em PropTech, são fundamentais para criar mudanças significativas e duradouras nas práticas dos investidores.

De acordo com o World Green Building Council, os edifícios são atualmente responsáveis por 39% das emissões globais de carbono relacionadas com a energia: 28% da energia resultante da utilização do edifício (aquecimento, arrefecimento e energia elétrica) e os restantes 11% provenientes de materiais e construção.

Tendo em conta isso, a CBRE também alerta para a importância do papel dos ocupantes dos imóveis rumo às metas ESG. De acordo com a imobiliária, os arrendatários devem ter um planeamento que os prepare para os impactos do ESG em todo o ciclo de vida do imóvel e devem estar preparados para fazer o que for preciso para atingir as metas ESG.

A CBRE alerta, ainda, que a fase de construção é o momento ideal para se incorporarem critérios de sustentabilidade. Além disso, aconselha as organizações a fazerem uma boa gestão dos edifícios e a medirem bem os objetivos, a fim de estabelecerem metas ecológicas alcançáveis.

Bernardo Freitas, diretor de sustentabilidade da CBRE, ressalva, no entanto, que esta abordagem ´Planear-Transacionar-Construir-Gerir-Medir´ “não é aplicável em todas as ocasiões e, mesmo quando for, é importante adaptar as ações a cada conjunto único de circunstâncias”.

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