Fisco cobra IMI sobre um terço do valor real das casas

  • ECO
  • 25 Fevereiro 2022

O valor patrimonial que está a ser usado para calcular o IMI está muito abaixo do preço do mercado dos imóveis. Em Lisboa, a avaliação do Fisco corresponde apenas a 28% do valor real.

O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) está a ser cobrado a um terço do valor real das casas, isto é, o valor patrimonial usado para calcular este imposto está muito abaixo do preço do mercado, avança esta sexta-feira o Expresso.

Por exemplo, em Lisboa, a avaliação do Fisco corresponde apenas a 28% do valor real dos imóveis em questão. Segundo o semanário, as regras em vigor acabam mesmo por beneficiar os imóveis nos grandes municípios e as casas mais caras. Lisboa e Cascais têm os preços mais caros do país, mas são os concelhos com menor avaliação fiscal.

Criado em 2003, a fórmula de cálculo do valor patrimonial tributário dos imóveis tem em conta vários elementos, como o custo da construção, a área que o imóvel ocupa, a sua localização, a sua qualidade e conforto e a idade. A ideia original era que fosse possível calcular o imposto sobre 80% a 90% do valor de mercado dos imóveis, mas não é isso que está a acontecer.

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