BCP afunda mais de 5%, após decisão do BCE

A condicionar o desempenho do PSI-20 estiveram os títulos do BCP, que caíram mais de 5%, no dia em que o BCE decidiu acelerar a redução da compra de ativos. Perdas da Jerónimo Martins também pesaram.

A bolsa de Lisboa terminou a sessão desta quinta-feira com fortes perdas, seguindo a tendência da generalidade das praças europeias. A condicionar o desempenho do PSI-20 estiveram os títulos do BCP, que tombaram mais de 5%, no dia em que o Banco Central Europeu (BCE) decidiu acelerar a redução da compra de ativos.

Pela Europa, o Stoxx 600 recuou 1,85%, enquanto o alemão DAX tombou 3%, o francês CAC 40 caiu 2,98%, o britânico FTSE 100 perdeu 1,54% e o espanhol IBEX 35 desvalorizou 1,30%, no dia em que a instituição liderada por Chiristine Largarde decidiu acelerar a redução da compra de ativos, apontando o terceiro trimestre para o seu fim. Quanto às taxas de juro, não houve novidades. Os mercados estiveram também a ser penalizados pelo fracasso das negociações entre a Rússia e a Ucrânia.

Lisboa acompanhou as perdas das congéneres europeias, com o PSI-20 a recuar 1,29% para 5.524,750 pontos. A pressionar o desempenho do índice de referência nacional esteve o BCP e a Jerónimo Martins. Os títulos do banco liderado por Miguel Maya tombaram 5,53% para 13,67 cêntimos, enquanto as ações da dona do Pingo Doce caíram 3,91% para 18,655 euros, após ter comunicado ao mercado que os seus lucros cresceram 48,3% em 2021 para 463 milhões de euros, face ao período homólogo.

Ainda entre os “pesos pesados”, a EDP caiu 2,02% para 4,319 euros, enquanto a subsidiária EDP Renováveis recuou 2,07% para 22,70 euros.

Em contrapartida, e a evitar perdas mais expressivas, esteve a Galp Energia, cujos títulos avançaram 2,01% para 11,16 euros, à boleia da subida das cotações de petróleo nos mercados internacionais. O Brent está a subir 1,58% para 112,75 dólares, enquanto o WTI soma 0,08% para 109, 57 dólares. Ainda pelo setor energético, a Greenvolt somou 1,81% para 6,20 euros, enquanto a REN avançou 0,94% para 2,68 euros.

Nota positiva ainda para a Navigator e para a Nos. Os títulos da papeleira avançaram 0,97% para 3,1220 euros, depois de ter anunciado que vai suspender as vendas para a Rússia e a Bielorrússia “por tempo indeterminado”, ao passo que os títulos da empresa de telecomunicações avançaram 0,52% para 3,448 euros.

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