Estrangeiros compraram 25 mil casas em Portugal nos últimos dois anos

Entre 2019 e 2021, foram vendidas quase 25 mil casas, num total de 7,3 mil milhões de euros, a compradores com domicílio fiscal fora de Portugal. Algarve foi a região mais procurada.

Entre 2019 e 2021, foram vendidas cerca de 25 mil casas em Portugal a compradores internacionais, num total de 7,3 mil milhões de euros. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o Algarve foi a região mais procurada pelos estrangeiros, representando quase metade de todas as casas transacionadas nesse período, bem como do valor total dessas transações.

Nos últimos dois anos, o valor das vendas de habitações superou os 72 mil milhões de euros, sendo que 89,9% deste valor (64,8 mil milhões de euros) corresponderam a transações cujo comprador tinha domicílio fiscal em Portugal. Os restantes 10% estão divididos: 3,8 mil milhões de euros vieram de compradores da União Europeia (UE) e 3,5 mil milhões de euros de compradores dos restantes países fora do bloco comunitário.

Na hora de comprar casa, como é normal, os estrangeiros têm um maior poder de compra em relação aos residentes. De acordo com o INE, as vendas de casas que envolveram compradores de fora do país registaram um valor médio de transação “mais expressivo”. Na categoria de “restantes países”, o valor médio foi de 374.484 euros, mais do dobro do valor médio de 149.644 euros dos compradores com domicílio fiscal em Portugal.

Indicador do valor das transações de alojamentos e valor médio por transação (acumulado 2019-2021).

Ainda entre 2019 e 2021, contam-se 24.988 transações a envolver compradores com domicílio fiscal fora de Portugal, num total de 7,3 milhões de euros. Numa análise por regiões, o Algarve foi a região preferida destes compradores, com um peso de 40,3% em número e de 45,8% em valor. A Área Metropolitana de Lisboa constitui a segunda localização mais representativa — 23,1% do total de transações e 35,4% do valor.

Atrás aparece a região Centro, com um peso de 17,3% do total de transações e de 7,6% do valor. O Norte vem imediatamente a seguir com pesos de 12,4% e 7,4%, respetivamente. “O contributo dos compradores com domicílio fiscal fora do território nacional para o número e valor de vendas totais apresenta diferenças significativas entre as diversas regiões, registando-se o maior peso no Algarve (25,3% e 37,8%) e o menor no Norte (2,4% e 3,1%)”.

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