Mango não planeia aumentar preços, apesar da subida de custos

Ao ECO, a Mango assegura que "não planeia" aumentar os preços da roupa que vende e assinala que o aumento dos custos dos transportes acelerou "reorganização da estrutura de abastecimento".

A Mango assegura que está empenhada em “garantir o normal funcionamento da sua cadeia de abastecimento” e descarta, para já, refletir a escalada dos preços de combustíveis, transportes ou matérias-primas num aumento do preços da roupa que vende para os consumidores finais.

Independente da situação atual, neste momento, a Mango não planeia passar nenhum potencial aumento de custos para o preço final dos consumidores”, assinala fonte oficial da marca espanhola, em resposta ao ECO.

A posição da marca surge poucos dias depois de a concorrente Inditex, dona da Zara e Massimo Dutti, ter sinalizado que a situação atual vai obrigar o grupo a aumentar os dos preços da roupa que vende, em média, de 5% a nível mundial e de 2% em países como Espanha e Portugal na próxima estação. Não obstante, o futuro presidente do grupo Inditex, Óscar García Maceiras, sublinhou que os preços para os consumidores finais “vão continuar estáveis”.

A invasão da Rússia à Ucrânia veio acelerar a escala de preços da energia e transporte, que já se vinha a assistir desde o início do ano, tendo obrigado várias empresas a aumentar os preços dos produtos que comercializam. AO ECO, a Mango aponta ainda que o aumento dos custos dos transportes “acelerou o processo de reorganização da estrutura de abastecimento” da empresa espanhola, que assenta “sobretudo no aumento da produção na Bacia do Mediterrâneo, especialmente em países como Portugal, Turquia e Marrocos”.

Neste contexto, a marca espanhola assegura que “tem vindo a trabalhar para garantir o normal funcionamento da sua cadeia de abastecimento”, pelo que tem recorrido “a meios de transporte alternativos tais como camiões, comboios ou, se necessário, aviões para garantir o serviço aos seus clientes”. Recorde-se que face ao aumento do preço dos combustíveis, impulsionado pela subida das cotações de petróleo nos mercados internacionais, os camionistas de mercadorias espanhóis têm feito sucessivas greves, que estão já a afetar vários setores em Portugal.

A Mango foi uma das empresas a juntar-se ao boicote à Rússia, tendo anunciado o encerramento temporário de 55 lojas na Rússia, bem como da sua plataforma online. No comunicado divulgado a 3 de março, a empresa referiu que tem 120 lojas em solo russo, das quais 65 são franqueadas, pelo que estas lojas e “os marketplaces podem continuar a sua operação e distribuir roupas Mango, de acordo com a disponibilidade de stock atual”.

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