Petróleo alivia para 118 dólares

A cotação do barril de brent está com quedas ligeiras, após a União Europeia não ter chegado a acordo para um boicote ao "ouro negro" russo.

A alta volatilidade continua nos mercados petrolíferos internacionais. A cotação do barril de brent está a aliviar para 118,70 dólares, após a União Europeia (UE) não ter chegado a acordo para um boicote ao “ouro negro” russo e com as notícias de que as exportações do terminal Caspian Pipeline Consortium (CPC) do Cazaquistão podem vir a ser retomadas parcialmente, segundo a Reuters.

Neste contexto, o barril de brent, negociado em Londres que serve de referência para as importações portuguesas, está a desvalorizar 0,25% para 118,70 dólares. O WTI, que é negociado em Nova Iorque, está a ceder 0,44% para 111,85 dólares.

Não obstante, os líderes da UE e dos EUA chegaram a acordo para garantir o fornecimento de gás natural dos EUA para a Europa, numa medida que visa reduzir a dependência da energia russa. “Estamos a dar passos mais concretos na nossa cooperação energética para garantir a segurança do abastecimento e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis russos”, sinalizam o presidente dos EUA, Joe Biden, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em comunicado conjunto, citado pela Bloomberg.

O bloco europeu pretende substituir quase dois terços das importações de gás feitas à Rússia, que no ano passado ascenderam a 155 mil milhões de metros cúbicos. Recorde-se que o presidente liderado por Vladimir Putin representa cerca de 40% do fornecimento de gás à UE. Além disso, o Presidente dos EUA e a presidente da Comissão Europeia comprometeram-se também a limitar a capacidade do regime russo em utilizar reservas internacionais, incluindo de ouro, para financiar a guerra na Ucrânia.

A pressionar os mercados petrolíferos internacionais está ainda o facto de 31 países da Agência Internacional de Energia (AIE) se terem comprometido a “reduzir radicalmente” as importações de gás e petróleo russo e terem defendido que a crise energética atual deve servir para acelerar a transição para energias limpas.

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