Julgamento de Rui Pinto volta a ser adiado para dia 8 de abril

O julgamento do hacker Rui Pinto voltou a ser adiado para dia 8 de abril devido à impossibilidade de comparência de uma das testemunhas e de um assistente.

O julgamento do hacker Rui Pinto no âmbito do processo Football Leaks estava agendado retomar na próxima sexta-feira, dia 1 de abril, mas a sessão foi adiada mais uma vez para dia 8 de abril. Segundo a Advocatus apurou, um conflito de agenda impossibilita uma das testemunha da Polícia Judiciária (PJ), Hugo Monteiro, de comparecer na sessão, bem como uma assistente do processo, Doyen Sports Investments Limited.

“Tendo sido notificado para comparecer na audiência de julgamento (…), venho muito respeitosamente solicitar que a hora ou dia definido para a minha presença seja alterado, em virtude de ter notificadas, para a manhã de 1 de abril de 2022, cinco pessoas para prestarem declarações no âmbito de diversos inquéritos em investigação na Polícia Judiciária“, solicitou Hugo Monteiro num e-mail enviado ao juízo Central Criminal de Lisboa.

O juiz aceitou o pedido de ambos e reagendou a sessão para dia 8 de abril. A sessão dirigida pela juíza Margarida Alves irá contar com a audição de duas testemunhas de Rui Pinto – Arif Efendi e Salih Berberoglu -, e a acareação das testemunhas Aida Freitas e Hugo Monteiro, inspetores da Polícia Judiciária. As restantes sessões também já foram marcadas para os dias 22 e 28 de abril.

Foi no dia 4 de setembro de 2020 que teve início o julgamento de Rui Pinto no âmbito do processo Football Leaks, mas ao longo deste ano e meio tem vindo a ser suspenso várias vezes por questões processuais.

Rui Pinto responde por um total de 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada. Este último crime diz respeito à Doyen e foi o que levou também à pronúncia do advogado Aníbal Pinto.

Entre os visados estão Jorge Jesus, Bruno de Carvalho, o então diretor do DCIAP Amadeu Guerra ou o advogado José Miguel Júdice, João Medeiros, Rui Costa Pereira e Inês Almeida Costa

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