TAP adia relançamento de voos para a Rússia previsto para verão devido à guerra

  • Lusa
  • 31 Março 2022

"Tínhamos previsto relançar a nossa rota para a Rússia e decidimos adiá-la e vamos de novo considerá-la no próximo ano", diz a CEO da TAP.

A TAP anunciou esta quinta-feira ter adiado o relançamento dos voos para a Rússia, previsto para o verão, devido à guerra da Ucrânia causada pela invasão russa, prevendo ainda assim um verão com mais de 85% de capacidade operacional.

“Tínhamos previsto relançar a nossa rota para a Rússia e decidimos adiá-la e vamos de novo considerá-la no próximo ano. Isto é algo que mudámos completamente no nosso calendário de verão”, declarou a presidente executiva da TAP, Christine Ourmières-Widener, em declarações à margem da Cimeira da Aviação 2022 organizada pela Airlines for Europe (A4E), a maior associação de companhias aéreas na União Europeia.

Falando aos jornalistas portugueses em Bruxelas, em altura de aceso confronto armado na Ucrânia após a invasão russa do país em 24 de fevereiro, a responsável disse prever, ainda assim, uma temporada de verão na qual a TAP irá “alcançar mais de 85% da capacidade”. “Estamos a aumentar a nossa operação. É desafiante porque temos de preparar todas as partes interessadas, os aeroportos, as fronteiras, tráfego, entre outras coisas, e tudo está a ser preparado”, referiu Christine Ourmières-Widener.

De acordo com a responsável, devido às recentes vagas de covid-19 causadas pela variante Ómicron e pela “tragédia da Ucrânia”, o pico desta temporada “será um pouco mais tarde este ano”, talvez “no final de maio”. Ainda devido à guerra, “adotámos várias iniciativas relativas à guerra, como com voos de carga, com grande cooperação com o Governo” português, avançou Christine Ourmières-Widener.

Mantida é, para já, a rota da TAP para a Polónia, “que fazemos numa base diária e à qual estamos a adicionar capacidade através de voos ‘charter’”, acrescentou. “Não voamos para a Ásia e não tínhamos planos para o fazer e, por isso, não temos o mesmo impacto que outras companhias aéreas, como a Finnair”, adiantou Christine Ourmières-Widener.

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