Virgílio Lima assume liderança das seguradoras do Montepio

Presidente da mutualista assumiu a presidência da Lusitânia Seguros e Lusitânia Vida após saída de Manuela Rodrigues. Nome já foi aprovado pela ASF. Montepio reorganiza negócio.

Virgílio Lima acabou de assumir a liderança das duas seguradoras do grupo Montepio, a Lusitânia Seguros e a Lusitânia Vida, depois da saída de Manuela Rodrigues. O nome do recém-eleito presidente da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) já foi aprovado pelo regulador dos seguros, juntamente com mais administradores. Estas mudanças surgem numa altura em que a mutualista está a reorganizar a estrutura do seu negócio segurador.

O Montepio adiantou ao ECO que Manuela Rodrigues deixou a presidência das duas companhias “a seu pedido, por razões pessoais”, e antes de terminar os seus mandatos em dezembro de 2022 (no caso da Lusitânia Seguros) e 2023 (no caso da Lusitânia Vida).

A saída de Manuela Rodrigues está a levantar alguma apreensão junto de alguns dirigentes do Montepio, sobretudo tendo em conta sua experiência e conhecimento da casa e do negócio segurador, e que se traduziu, de resto, num bom desempenho das seguradoras nos últimos anos.

Depois de vários anos a dar prejuízo, a Lusitânia Seguros (ramo não Vida) tem vindo a apresentar lucros nos últimos três anos: atingiu um resultado positivo de um milhão de euros no ano passado, depois de lucros de 3,1 milhões um ano antes. Já a Lusitânia Vida lucrou 5,5 milhões de euros em 2021, depois de lucros de 5,8 milhões em 2020.

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos e Pensões (ASF) já deu luz verde a Virgílio Lima para desempenhar as funções até final dos mandatos, que acumulará assim com o cargo de presidente da AMMG – foi eleito ainda em dezembro. De resto, Lima, como é conhecido internamente, já foi administrador da Lusitânia na década passada.

Juntamente com Virgílio Lima, o regulador liderado por Margarida Corrêa de Aguiar autorizou ainda os nomes de Luís Franco, Pedro Ribeiro e Paulo Silva para a Lusitânia Vida e de Luís Franco para a Lusitânia Seguros.

Mutualista vai deter seguradoras diretamente

As mudanças no conselho de administração das duas companhias seguradoras surgem numa altura em que a AMMG prepara uma nova organização no seu negócio nesta área. Em causa está a eliminação da Montepio Seguros, a holding que controla as duas Lusitânias e ainda a sociedade gestora de fundos de pensões Futuro.

“A operação está em estudo para avaliação dos impactos nas várias entidades e visa a simplificação da estrutura e eliminação de gastos”, justificou o grupo no relatório e contas individual de 2021.

Ao ECO, a instituição explica que, “com o fim da Montepio Seguros, logo que sancionado interna e externamente, o AMMG passa a deter diretamente estas participações”.

A AMMG controla diretamente 89,55% desta holding, sendo que 10,45% do capital são detidos pelas próprias companhias. A Montepio Seguros é a segunda maior participada do grupo: a participação está avaliada em 120 milhões de euros e há ainda prestações acessórias (empréstimos do grupo) de 200 milhões. Segundo o relatório e contas da AMMG, a holding voltou a adiar a devolução de um empréstimo obrigacionista de 17,5 milhões subscrito pelo Montepio, justificando que “não tinha as condições financeiras necessárias para proceder ao seu reembolso”.

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