Bison Bank anuncia primeiro “criptobanco” em Portugal após autorização do regulador

Bison Bank adianta ao ECO que o Banco de Portugal deu autorização para avançar com a Bison Digital Assets, que vai operar no negócio de custódia e de exchange de ativos virtuais.

O Bison Bank recebeu autorização do Banco de Portugal para criar o primeiro “criptobanco” em Portugal, através da empresa Bison Digital Assets, segundo adiantou a instituição financeira ao ECO.

A Bison Digital Assets vai operar no negócio de custódia e de exchange de ativos virtuais. A empresa vai ser criada de raiz e atuará sob a marca Bison Digital, sendo totalmente detida pelo Bison Bank, o ex-banco de investimento do Banif comprado pelo grupo chinês Bison em 2018 que salienta que está a criar a primeira entidade em Portugal detida por um banco e autorizada pelo supervisor bancário para guardar e permitir a negociação de criptoativos.

Ao entrar no disruptivo negócio dos ativos digitais, a empresa diz que vai oferecer aos seus clientes “um novo e mais alargado conjunto de produtos e serviços que, em linha com as tendências de mercado e de procura neste novo segmento, combinam com as suas necessidades globais presentes em ativos financeiros e virtuais, através de uma plataforma regulada e segura, e de preparação para o futuro”.

A Bison Digital Assets irá posicionar-se no segmento de clientes com elevado património líquido, em linha com a estratégia da casa-mãe. Não foram revelados ainda detalhes sobre quais ativos digitais vai permitir negociar.

O Bison Bank, que tem um modelo de negócio assente em comissões de banco depositário e vistos gold, é detido pela Bison Capital Financial, que é detido por sua vez pela Bison Capital Holding Company Limited, com sede em Hong Kong.

Fecha 2021 com prejuízos de 10,6 milhões

Ao mesmo tempo que anuncia o criptobanco, o Bison Bank dá conta ainda de prejuízos de 10,6 milhões de euros no ano passado, um resultado em parte relacionado com um impacto de 3,6 milhões com a desvalorização de uma participação num fundo de investimento. Em 2020 teve prejuízos de cerca de sete milhões.

Apesar do agravamento dos prejuízos, o banco assegura, ainda assim, que os resultados do ano passado permitem continuar a dar seguimento “ao estabelecimento das bases para o processo de convergência para breakeven”.

Adianta que conta com posições sólidas de capital e liquidez, com rácios Tier 1 Common Equity de 65,8%, LCR de 152,5% e NSFR de 175,5% no final do ano passado.

O Bison Bank revela que iniciou um “diagnóstico interno de necessidades” para tornar o banco mais eficiente economica e financeiramente: vai reorganizar o seu modelo de governação e a aquilo que chama de “macro-estrutura organizacional”; e vai reavaliar e requalificar os seus trabalhadores. Todo o processo deverá estar concluído no final do primeiro semestre de 2022.

(Notícia atualizada às 18h57)

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