Bruxelas quer emitir dívida de 15 mil milhões de euros para financiar Ucrânia

  • Joana Abrantes Gomes
  • 9 Maio 2022

Plano da Comissão Europeia, que pretende apoiar economia ucraniana por três meses, será apresentado ainda este mês. EUA deverão cobrir cinco mil milhões da dívida.

O Executivo comunitário está a planear emitir uma nova dívida da União Europeia (UE) para cobrir as necessidades de financiamento da Ucrânia para o curto prazo, noticia o jornal europeu Politico (acesso livre/conteúdo em inglês), citando três diplomatas. O plano, que deverá ser revelado no dia 18 de maio, prevê 15 mil milhões de euros para apoiar a economia ucraniana durante os próximos três meses.

De acordo com o Governo ucraniano e o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Ucrânia precisa de cinco mil milhões de euros por mês para manter a sua economia a funcionar, isto é, não só para pagar salários e pensões, como também para prestar ajuda às populações deslocadas e outros custos relacionados com a guerra.

Os Estados Unidos comprometeram-se a disponibilizar um terço dos 15 mil milhões – ou seja, cinco mil milhões -, o que deixa 10 mil milhões de euros por cobrir. É esta lacuna que a Comissão Europeia quer colmatar, pelo que já informou os embaixadores da UE na passada sexta-feira sobre um plano para o efeito.

O plano em causa implica que Bruxelas emita dívida com base nas garantias prestadas pelos 27 Estados-membros do bloco comunitário, de forma equivalente ao “SURE” – o programa criado durante a pandemia para angariar fundos para os desempregados de curto prazo e para o qual a Comissão pediu 25 mil milhões de euros em garantias para angariar 100 mil milhões de euros.

Embora a lacuna financeira da Ucrânia seja muito menor, o Executivo comunitário não forneceu pormenores sobre o valor necessário nem como será repartido entre os Estados-membros, indicaram as mesmas três fontes diplomáticas.

Alguns países, como a Alemanha, Áustria e Grécia, pediram à Comissão Europeia que fornecesse opções alternativas de financiamento antes da apresentação do seu plano a 18 de maio. No entender destes Estados-membros, caso outros países não pertencentes à UE – como o Japão, o Reino Unido ou a Noruega – contribuíssem tal deixaria a UE com menos para para cobrir, o que poderia acontecer através de donativos bilaterais.

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