Petróleo cai mais de 1% penalizado por receios de uma recessão

Preços da matéria-prima estão a cair 1,5% para cerca de 106 dólares na Europa e 104 dólares em Nova Iorque.

Depois de uma subida de quase 5% na sessão anterior, os preços do petróleo estão novamente em queda, ao desvalorizar 1,5% para cerca de 106 dólares na Europa e 104 dólares em Nova Iorque. Este desempenho acontece numa semana de volatilidade para a matéria-prima, marcada por preocupações económicas e temores de uma recessão.

O brent, que serve de referência às importações nacionais, desvaloriza 1,14% para 106,28 dólares, enquanto o WTI, negociado em Nova Iorque, perde 1,4% para 104,23 dólares. Este desempenho representa uma perda face à valorização de quase 5% desta quarta-feira.

Na quarta-feira, os preços do petróleo subiram quase 5% depois de a Rússia ter sancionado 31 empresas sediadas em países que impuseram sanções a Moscovo na sequência da invasão à Ucrânia. Isso acabou por trazer desconforto aos mercados, ao mesmo tempo que o fluxo de gás natural russo para a Europa via Ucrânia caiu em cerca de um quarto. Foi a primeira vez que as exportações através da Ucrânia foram interrompidas desde a invasão.

Nos Estados Unidos, o stock de petróleo aumentou na semana passada devido a uma libertação recorde de petróleo das reservas estratégicas norte-americanas, diz a Reuters.

Os preços do ouro negro estão sob pressão esta semana, juntamente com os mercados financeiros globais, devido ao nervosismo com o aumento das taxas de juros, o dólar mais forte em duas décadas, preocupações com a inflação e uma possível recessão, explica a Reuters. Os confinamentos prolongados devido à Covid-19 no maior importador de petróleo do mundo, a China, também impactaram o mercado.

“Essas preocupações com a recessão estão a falar mais alto e a levar o petróleo para baixo esta manhã”, diz Howie Lee, economista do Oversea Chinese Banking Corp de Singapura, citado pela agência de notícias.

O especialista nota os fortes dados da inflação dos Estados Unidos que foram conhecidos esta quarta-feira. A taxa de inflação em abril saltou para os 8,3%, reafirmando as preocupações de que as taxas de juros precisarão de subir rapidamente para conter esse aumento.

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