Proteger cães e gatos custou 1000 milhões às seguradoras britânicas em 2021

  • ECO Seguros
  • 25 Maio 2022

Número de famílias que compram seguro pet subiu aos 3,7 milhões, um máximo desde 2017. Custo médio dos sinistros pagos pelas seguradoras aumentou 9,2%, para um equivalente a mil euros.

Companhias que operam em seguros para animais de companhia (pet) no Reino Unido geriram volume recorde de sinistros em 2021. O montante total pago pelas seguradoras do ramo atingiu 872 milhões de libras esterlinas (1,02 mil milhões de euros ao câmbio do dia), recorde de gastos com sinistros e a traduzir aumento de 9,2% face a 2020. Estatísticas da associação britânica de seguradores (ABI) indicam que o número de sinistros (incidentes que obrigaram seguradoras a pagar consultas veterinárias e tratamentos a animais de companhia) totalizou 1,03 milhão, um volume que também bateu o recorde anterior (1,02 milhão), fixado em 2017.

Segundo explica a Association of British Insurers (ABI), o aumento no volume de sinistros não reflete apenas os desembolsos pagos às clínicas veterinárias que atendem os animais para tratamentos não urgentes, mas também o número de famílias (+3,2 milhões) que adotaram novos “amigos de quatro patas” durante a pandemia, assumindo a responsabilidade de os manter saudáveis. Para contrariar o isolamento resultante da crise sanitária, o cadastro de lares britânicos com animais de companhia elevou-se aos 17 milhões, indicam números da indústria alimentar para consumo pet.

Ainda, à luz dos dados da setorial britânica de seguros, o custo por sinistro cresceu 4%, face à média do ano anterior, cifrando-se em 848 libras esterlinas (cerca de 1 000 euros ao câmbio de 31 de dezembro de 2021), refletindo o recente aumento dos preços nas clínicas de tratamento veterinário. E a ABI avança alguns exemplos da despesa para tratar doenças ou ferimentos de cães e gatos:

– Tratar um cachorro com uma gastroenterite pode custar mais de 560 libras (cerca de 666 euros);
– Cirurgia a gata com fratura de tíbia significa gasto a rondar 2 mil libras (2 380 euros);
– Tratar um cão diagnosticado com epilepsia representa desembolso de até 3,3 mil libras (3,93 mil euros).

Os números da ABI permitem ainda outras conclusões. O número de pessoas que compram seguros pet cresceu 4,5%, para 3,7 milhões, o incremento mais elevado desde 2017. Já o total de animais de companhia protegidos por um seguro, que cresceu pela primeira vez desde 2018, alcançou 4,3 milhões.

Desagregando total de sinistros (1,029 milhões) geridos pelas seguradoras associadas, 764 mil envolveram cães no ano passado, 225 mil foram com gatos e 40 mil referiram-se a “outros animais,segundo a ABI.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história e às newsletters ECO Insider e Novo Normal.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Proteger cães e gatos custou 1000 milhões às seguradoras britânicas em 2021

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião