VisionWare une-se à Universidade do Algarve e Lusófona do Porto. E quer alcançar 100 colaboradores

A tecnológica, que atua na área de cibersegurança, espera contratar, pelo menos, 15 estagiários por ano, com possibilidade de continuidade. Quer ter 100 colaboradores até ao final do ano.

Depois de ter anunciado recentemente uma parceria com o Instituto Politécnico de Bragança e, a nível internacional, com a Universidade do Mindelo, em Cabo Verde, a portuguesa VisionWare acaba de formalizar os protocolos de cooperação estratégica com a Universidade do Algarve e com a Universidade Lusófona do Porto. Está previsto ainda o fecho de mais seis parcerias com outras instituições de ensino superior nacionais. Com estas parcerias, a empresa que atua na área de cibersegurança espera contratar, pelo menos, 15 estagiários a cada ano, e será expectável a integração anual de entre cinco a dez colaboradores via universidades. Ao mesmo tempo, a empresa continua a recrutar talento mais sénior, cerca de 20 profissionais, alcançando as 100 pessoas até ao final do ano, sabe a Pessoas.

“A nossa expectativa será, através destas parcerias, colmatar as atuais lacunas e elevada escassez em termos de técnicos especializados em cyber. Ajudá-los na sua formação e crescente capacitação técnica e maior autonomia, de forma a conseguirmos suprir as (quase diárias) necessidades de recursos humanos altamente qualificados nestas áreas, que em Portugal escasseiam, acabando por ser recrutados por multinacionais para trabalhar remotamente em projetos internacionais”, começa por explicar Bruno Castro, CEO e fundador da VisionWare.

Segundo as previsões da tecnológica, deverão ser recebidos anualmente, pelo menos, 15 estagiários (entre estágios curriculares e profissionais), vindo de universidades e instituição de ensino (de Portugal e Cabo Verde) com quem a VisionWare estabeleceu protocolos. Mas, o objetivo final passará, posteriormente, pela natural integração dos melhores profissionais nos projetos e quadros de colaboradores da empresa.

“Para além dos estagiários, iremos igualmente contar com as recomendações e referências por parte dos docentes das nossas universidades parceiras, relativas a potenciais candidatos já em final de curso (licenciaturas e/ou pós-graduações), que possam vir a constituir-se futuros colaboradores da VisionWare. Será expectável a integração anual entre cinco a dez colaboradores via universidades”, adianta o responsável.

Estas parcerias com as universidades colocam a empresa portuguesa em contacto direto com o “viveiro” de alunos, potenciais recursos para a empresa. Os principais objetivos [destas parcerias estratégicas] centram-se na captação de talentos e dos melhores alunos vindos diretamente destas instituições de ensino superior para obterem a sua ‘profissionalização’ e entrada no mercado de trabalho através da VisionWare, uma empresa 100% portuguesa, com créditos firmados, reconhecida pelo setor e demais entidades reguladoras como detentora de capacidade técnica relevante por instituições portuguesas e estrangeiras ligadas à justiça e com interesse no tema da segurança, e credenciada pela NATO”, detalha Bruno Castro.

Prevê-se também uma maior dinamização e promoção conjunta de eventos, conferências, aulas abertas ou outras iniciativas cujo mote seja colocar a segurança da informação e a cibersegurança na ordem do dia. “Estão ainda contempladas nestes acordos, a realização de apresentações e a participação de consultores experts da VisionWare em sessões práticas, no âmbito do seu ensino, nomeadamente, através do apoio e participação com testemunho empresarial da VisionWare na vertente pedagógica e/ou participação na qualidade de júri em eventuais provas/exames curriculares.”

Já no âmbito específico do acordo com a Universidade do Algarve (UAlg), prevê-se, por exemplo, a troca de informação pertinente e relevante, incluindo o desenvolvimento de iniciativas e outros projetos de interesse reconhecido por ambas as instituições, em particular, através de uma maior cooperação académica entre a VisionWare e a equipa CSIRT.UAlg, a equipa da UAlg dedicada à resposta a incidentes de segurança.

Mais de dez vagas publicadas

Apesar de a meta inicial da empresa ser alcançar um crescimento na ordem dos 15% no que toca a contratações, a expectativa já foi largamente ultrapassada. “Estamos mais próximos de um crescimento de 30%, apenas até ao mês de maio”, admite Bruno Castro.

“Com o aumento exponencial do número de ciberataques a inúmeros setores de atividade críticos em Portugal, como são exemplos as Telco (com o caso mais mediático da Vodafone), no retalho e distribuição (com forte impacto na SONAE) ou ainda no setor da saúde (incidentes informáticos ao hospital Garcia de Orta), houve efetivamente um maior awareness para as preocupações com a prevenção de potenciais ciberataques e uma mudança ‘quase instantânea’ no mindset dos gestores portugueses, ao entenderem que a segurança da informação não é uma despesa, mas sim um investimento crucial para o bem-estar do seu próprio negócio. Parece-me que o conceito do ‘só acontece aos outros’, já lá vai”, justifica.

Por isso mesmo, o crescimento do número de colaboradores da VisionWare até ao final de 2022 já foi revisto em alta. “Desde janeiro de 2022, contratámos 15 novos colaboradores. Hoje já contabilizamos no total perto de 80 talentos, sendo que a nossa previsão inicial seria chegar às 90 pessoas até ao final do ano. Ao dia de hoje e perante o cenário atual e prospects em carteira, prevemos chegar (e, possivelmente, ultrapassar) as 100 pessoas até dezembro (agregando Portugal e Cabo Verde)”.

A segurança da informação não é uma despesa, mas sim um investimento crucial para o bem-estar do seu próprio negócio. Parece-me que o conceito do ‘só acontece aos outros’, já lá vai.

Bruno Castro

CEO e fundador da VisionWare

Atualmente, estão publicadas mais de 10 vagas apenas para a área core da companhia, que é a cibersegurança. Mas estão também a decorrer processos de recrutamento de consultores para a área de privacy & legal.

“Também devido ao nosso próprio crescimento decidimos apostar na criação de uma estrutura interna de gestão de recursos humanos, e por tal, estamos precisamente à procura de perfis de human resources specialist, de forma a dar resposta célere a todas as solicitações e gestão da vida dos colaboradores, e acima de tudo, manter e dinamizar novas estratégias de retenção e captação de novos talentos neste setor, que apresenta características tão específicas e singulares.”

Por fim, e face ao crescimento do serviço de security operations center, a tecnológica também está a apostar no reforço da equipa de “resposta rápida” e investigação forense.

Atualmente, a VisionWare, integrando a sua sede no Porto, o escritório em Lisboa, no Parque das Nações, e os dois polos em Cabo Verde (Praia e Mindelo), conta com quase 80 colaboradores.

Os interessados podem consultar as vagas em questão aqui.

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