Falta de chips atrasa ligação de carregadores da Via Verde

Apenas no final do verão ficará concluída a ligação de todos os postos de carregamento nas autoestradas do grupo Brisa, mais de meio ano depois da data inicialmente prevista.

A rede de carregadores elétricos em autoestradas da Brisa apenas ficará completa no final do verão. A falta de semicondutores atrasou, em mais de meio ano, a conclusão do projeto Via Verde Electric, lançado em abril de 2021 pela empresa da concessionária de autoestradas em conjunto com seis parceiros.

“A pandemia Covid-19 gerou uma enorme escassez de semicondutores no mercado, componentes essenciais para qualquer dispositivo eletrónico, incluindo os próprios carregadores, o que levou a adiamentos muito significativos no fornecimento dos postos de carregamento. Estimamos concluir a rede neste verão”, explica ao ECO fonte oficial da Brisa.

Dos 82 postos de carregamento previstos, há 20 ainda por entrar em funcionamento, em duas áreas de serviço na A1 – Pombal e Aveiras – e outras duas, Palmela e Alcácer do Sal, na A2. Os postos que ainda não foram ligados serão operados pela Galp, uma das parceiras do projeto. Apenas em Pombal ainda não há imagens de trabalhos de instalação a decorrerem.

A data prevista para a conclusão do projeto era o final de 2021, adiantou o presidente executivo da Brisa, António Pires de Lima, na apresentação do projeto.

A pandemia Covid-19 gerou uma enorme escassez de semicondutores no mercado, componentes essenciais para qualquer dispositivo eletrónico, incluindo os próprios os carregadores, o que levou a adiamentos muito significativos no fornecimento dos postos de carregamento. Estimamos concluir a rede neste verão

Fonte oficial da Brisa

Os 62 postos de carregamento já ligados contam com um total de 147 tomadas e “correspondem a 76% da rede”. Habitualmente, as estações estão disponíveis nos dois sentidos das áreas de serviço:

  • 18 pontos na A1 nas Áreas de Serviço de Gaia, Antuã, Mealhada, Leiria e Santarém;
  • 14 pontos na A2 nas Áreas de Serviço do Seixal, Grândola, Aljustrel e Almodôvar;
  • 2 pontos na A3, nas Áreas de Serviço de Barcelos;
  • 4 pontos na A4, nas Áreas de Serviço de Penafiel;
  • 12 pontos na A6, nas Áreas de Serviço de Vendas Novas, Montemor e Estremoz;
  • 4 pontos na A9/CREL na Área de Serviço de CREL Norte;
  • 8 pontos na A13 nas Áreas de Serviço de Salvaterra e do Montijo.

No Via Verde Electric, a Brisa cede parte das áreas de serviço para serem colocados os carregadores por parte dos operadores EDP Comercial, Galp, Repsol, BP e Cepsa (em parceria com a Ionity). O investimento total é de 10 milhões de euros.

A potência dos postos de carregamento nas áreas de serviço das autoestradas varia entre 22 kW (carga normal) e 350 kW (carga ultrarrápida). No entanto, segundo a concessionária de autoestradas, a maioria dos carregadores permite carga ultrarrápida, entre 120 kW e 160 kW.

Estes postos de carregamento podem ser ativados através da aplicação para telemóveis da Via Verde, mediante a subscrição do serviço de Mobilidade ou Leve – quem apenas tem a modalidade Via Verde Autoestrada não tem acesso a esta opção. Os espaços também podem ser utilizadores por todos os detentores de um cartão de comercializador de energia para a mobilidade elétrica (CEME). O carregamento é pago e depende do valor estabelecido em contrato com o CEME.

Depois de concluir a atual rede de carregadores nas autoestradas, a Via Verde admite que o número de tomadas possa vir a aumentar “nas áreas de serviço com mais procura”. Tudo dependerá da “articulação com os atuais parceiros” e “consoante a evolução do mercado de automóveis elétricos.

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