Rússia e China na mira do novo conceito estratégico da NATO

Perante a guerra na Ucrânia, membros da NATO defendem que a região Euro-Atlântica "não está em paz" e que a Rússia "violou as normas e princípios que contribuíram para a segurança na Europa".

A Rússia e a China são os principais países na mira dos 30 membros da NATO. A Organização do Tratado do Atlântico-Norte (OTAN) sai da cimeira de Madrid com um novo conceito estratégico e um convite formal para a entrada da Suécia e da Finlândia.

A Rússia é apresentada como a “ameaça mais significativa e direta à segurança dos aliados e à paz e estabilidade na região Euro-Atlântica”, assim refere um dos pontos do novo conceito estratégico.

Segundo a NATO, o país liderado por Vladimir Putin “pretende criar esferas de influência e de controlo diretos através da coação, subversão, agressão e anexação, através de meios convencionais, cibernéticos e híbridos contra nós e os nossos parceiros”.

O documento diz ainda que a Rússia “está a modernizar as suas forças nucleares” e que “pretende desestabilizar os países a sul e a este das suas fronteiras”.

Mesmo assim, a NATO alega que “não pretende confrontação e não representa uma ameaça para a Rússia”. Os membros da aliança, no entanto, dizem que “vão continuar a responder, de forma responsável e unida, às ameaças” do Kremlin. Neste momento, está “afastada a hipótese de a Rússia ser parceira” da NATO.

Manter diálogo com China

O novo conceito estratégico também dirige-se à China. “As suas ambições e políticas coercivas desafiam os nossos interesses, segurança e valores”, assim avalia a declaração.

Os membros da NATO consideram ainda que a China “pretende manter o controlo em setores decisivos da tecnologia e indústria, infraestruturas críticas, materiais estratégicos e cadeias de valor”.

A aliança diz mesmo que “o aprofundamento da parceria estratégica entre a Rússia e a China para minar a ordem internacional” vai “contra os nossos valores e interesses”.

Ao contrário do que acontece com a Rússia, a NATO pretende manter um “diálogo construtivo com a China, incluindo uma relação transparente recíproca para proteger os interesses estratégicos” da aliança.

No futuro, a NATO pretende continuar a ser uma “aliança forte mas também verde”, conforme referiu o secretário-geral, Jens Stoltenberg, na conferência de imprensa desta quarta-feira.

Para isso, os aliados comprometeram-se em reduzir a emissão de gases com efeito estufa (GEE) em 45% até 2030, garantindo atingir a neutralidade carbónica até 2050.

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