Investidores portugueses ficaram com 42% das novas ações da GreenVolt

Empresa de energias renováveis liderada por João Manso Neto completa aumento de capital de 100 milhões que vai acelerar investimentos. Procura ascendeu a 186,8% da oferta nesta operação.

A GreenVolt anunciou esta terça-feira ter “concluído com sucesso” o aumento de capital no valor de quase 100 milhões de euros, uma operação marcada por uma forte procura dos investidores e que vai permitir à empresa liderada por João Manso Neto “realizar mais depressa os investimentos, bem como estar atenta a oportunidades que surjam no desenvolvimento da estratégia de crescimento nas energias renováveis”.

De acordo com a informação enviada à CMVM, a procura global pelas 17.252.191 novas ações ascendeu a 186,8% da oferta. Os atuais acionistas garantiram a quase totalidade do aumento de capital – só com os direitos de subscrição ficaram garantidos 97% dos 99,9 milhões pedidos aos investidores –, com as ordens de subscrição pelas restantes 540.385 novas ações a superarem em 30 vezes o valor disponível.

Nesta operação coordenada pelo BNP Paribas e pelo Santander, que contou ainda com o CaixaBank, JB Capital e Mediobanca no sindicato bancário, e com Caixa BI como intermediário financeiro – a Lazard atuou como assessora financeira e a Vieira de Almeida como assessor legal –, a GreenVolt diz ter colocado 42% das novas ações junto de investidores portugueses, e o restante junto de britânicos (27,2%), norte-americanos (3%) e o remanescente na Europa Continental (27,8%).

Foi no início de junho que a empresa anunciou um aumento de capital no valor de 100 milhões de euros, resultante da emissão de quase 18 milhões de ações a um preço unitário de 5,62 euros. O período de subscrição das novas ações decorreu até 4 de julho, com o apuramento dos resultados a ser feito esta terça-feira e os novos títulos a estrearem-se em bolsa a 11 de julho.

“O sucesso desta operação traduz a confiança dos nossos investidores, que soubemos conquistar ao longo deste último ano, com o trabalho de excelência de uma equipa de verdadeiros profissionais. (…) Agora temos os meios para acelerar os investimentos nos projetos que conquistámos, mas também para estarmos atentos às inúmeras oportunidades que se avizinham nas energias renováveis”, resumiu o CEO, João Manso Neto, num comunicado enviado às redações.

Agora temos os meios para acelerar os investimentos nos projetos que conquistámos, mas também para estarmos atentos às inúmeras oportunidades que se avizinham nas energias renováveis.

João Manso Neto

CEO da GreenVolt

No primeiro trimestre deste ano, os lucros da GreenVolt aumentarem para 1,3 milhões de euros, o que correspondeu a um crescimento de 43% face a igual período de 2021. No arranque do ano, a subida das receitas foi impulsionada pelo segmento da biomassa residual, mas também pelo reforço dos projetos solares eólicos.

Além de produzir energia a partir de biomassa e de resíduos florestais, agroflorestais e urbanos, em Portugal e no Reino Unido, promove projetos eólicos e solares fotovoltaicos em vários mercados europeus e nos EUA, com um pipeline de 6,6 GW. Está também presente no segmento estratégico da geração distribuída, com soluções para reduzir a fatura energética dos clientes (empresariais e particulares) nos mercados ibéricos.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história e às newsletters ECO Insider e Novo Normal.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Investidores portugueses ficaram com 42% das novas ações da GreenVolt

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião