Gaia prepara primeiras 94 casas com renda acessível

Município nortenho fecha contratos para construção de habitações em conjunto com privados, reabilitação ou compras a fundos imobiliários, com apoio de verbas do IHRU.

A Câmara de Gaia já tem preparadas as primeiras 94 casas com renda acessível, ao abrigo do programa 1.º Direito. O plano passa por entregar as chaves deste lote até meados de 2023, adiantou o presidente do município, Eduardo Vítor Rodrigues. Para executar o programa de arrendamento acessível, a autarquia tem mantido diálogo com os privados.

25 das 94 habitações ficarão prontas nas próximas semanas. As restantes casas deste lote serão construídas em parceria com privados, tendo para isso sido assinados dois protocolos nesta terça-feira, no salão nobre da Câmara. Também há a hipótese de comprar habitações aos privados, embora essa tarefa esteja a ter obstáculos.

Os preços [pedidos] estão um pouco superiores ao do indexante do Instituto Nacional de Estatística. […] Temos um trabalho de diplomacia económica a fazer, sensibilizando os fundos e os bancos, que muitas vezes têm casas devolutas e fechadas, que podem ser abertas ao mercado numa lógica de responsabilidade social”, defendeu Eduardo Vítor Rodrigues.

“As empresas podem ganhar dinheiro com a sua atividade, mas de forma regrada para que não assistamos ao drama de um T1 custar 700 euros” de renda, atentou o autarca.

Temos um trabalho de diplomacia económica a fazer, sensibilizando os fundos e os bancos, que muitas vezes têm casas devolutas e fechadas, que podem ser abertas ao mercado numa lógica de responsabilidade social.

Eduardo Vítor Rodrigues

Presidente da Câmara de Gaia

Até ao final de 2026, Vila Nova de Gaia tem 143 milhões de euros para a construção de 2.019 casas para famílias carenciadas, ao abrigo do programa 1.º Direito. A medida é financiada pelo Programa de Recuperação e Resiliência e isenta de custos a autarquia. Em Portugal, as verbas para esta medida são proporcionadas pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana.

A cerimónia da assinatura dos contratos também contou com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos. “Não havia imposição europeia para que uma fatia do PRR estivesse dirigida à habitação. É uma opção política do Governo português”, salvaguardou o ministro.

Passagens de nível e alta velocidade

As linhas de comboio também estiveram em destaque nesta terça-feira. O município e a Infraestruturas de Portugal (IP) assinaram um protocolo para estudar a construção de passagens inferiores para peões na estação da Granja e apeadeiro da Aguda.

No projeto de investimentos Ferrovia 2020, a IP instalou passagens superiores nos dois locais, o que gerou contestação junto dos residentes por receio de descaracterização. A partir de setembro, município e IP vão estudar a viabilidade da construção de passagens inferiores.

Se houver “luz verde”, a passagem superior irá desaparecer e será substituída pelo percurso debaixo da Linha do Norte. Até março de 2023 decorre a renovação integração da linha entre Espinho e Gaia, ao abrigo do Ferrovia 2020.

Para o futuro, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, indicou ainda que Vila Nova de Gaia “vai estar na alta velocidade”, através da construção de uma estação em Santo Ovídio. O projeto será apresentado nos próximos meses, acrescentou o ministro.

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