Taxa de inflação acelera para 9,1% em julho

Variação de preços face ao mês anterior foi praticamente neutra apesar de valor homólogo ser o mais elevado desde novembro de 1992.

A taxa de inflação voltou a acelerar em julho, fixando-se em 9,1% em comparação com o mesmo mês de 2021. Esta é a maior variação de preços homóloga desde novembro de 1992, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

No entanto, a variação de preços em cadeia foi praticamente nula (-0,04%), ou seja, mal se registou qualquer variação de preços de junho para julho de 2022.

Os produtos energéticos contribuíram com a maior subida para a taxa de inflação de julho: o índice de variação de preços nesta categoria disparou 31,19% face ao mesmo mês de 2021. No entanto, este aumento abrandou face a junho de 2022 (31,66%, maior percentagem desde 1984). Neste conjunto de produtos, a variação de preços em cadeia aumentou 1,02% – o que compara com o aumento em cadeia de 1,11%.

Os produtos alimentares não transformados ficaram 13,22% mais caros, aumento superior face aos 11,95% de junho de 2022. Na variação em cadeia, o aumento foi de 1,02% (de maio para junho, a subida foi de 1,11%).

Desde setembro de 2021 (+1,48%) que o índice de variação de preços tem subido consecutivamente. Julho marcou o décimo mês consecutivo de aumento de preços junto do consumidor.

Já o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, indicador utilizado para a comparação europeia, aumentou para 9,4% em julho, o que compara com os 9% no mês anterior.

A taxa de inflação de julho será confirmada em 10 de agosto pelo INE.

(Notícia atualizada pela última vez às 9h54 com mais informação)

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