Combustíveis voltam a descer para a semana. Gasóleo fica três cêntimos mais barato e gasolina dois

Pode contar pagar 1,716 euros por litro de gasóleo simples e 1,785 por litro de gasolina simples 95 na segunda-feira, com a descida de três cêntimos no gasóleo e dois cêntimos na gasolina.

Na próxima segunda-feira os preços da gasolina e do gasóleo vão voltar a descer. Se esta semana os automobilistas foram brindados com uma queda que colocou os preços dos combustíveis em valores inferiores aos cobrados antes da invasão russa à Ucrânia, na próxima semana o alívio será ainda maior, rondando os três cêntimos no gasóleo e dois na gasolina, avançou ao ECO fonte de uma das maiores petrolíferas do país.

Estes valores ainda podem sofrer um ajustamento, tendo em conta o fecho das cotações do brent esta sexta-feira e o comportamento do mercado cambial, mas, à partida, pode contar pagar 1,716 euros por litro de gasóleo simples e 1,785 por litro de gasolina simples 95, de acordo com os valores médios praticados nas bombas esta segunda-feira, de acordo com os dados publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), que já têm em conta os descontos aplicados pelas gasolineiras.

Caso estes valores se venham a confirmar, seria preciso recuar a 28 de fevereiro para encontrar nas bombas um preço médio de gasóleo mais barato e a 7 de fevereiro no caso da gasolina. Neste caso uma data claramente anterior ao início da guerra a 24 de fevereiro. O diesel vai registar assim oito semanas consecutivas de quedas e a gasolina dez.

Depois de uma quebra de 13,72% dos preços do brent nos mercados internacionais, o preço do barril de ouro negro que serve de referência ao mercado europeu, registou esta semana uma subida de 2,61%, ainda assim, os preços nas bombas vão descer. Longe vão as semanas em que o barril chegou a cotar nos 139 dólares. Esta quinta-feira, os valores rondavam os 98 dólares por barril, um desempenho que no qual pesam os receios de arrefecimento das economias.

Petróleo em alta

Mas a tendência de subida que se regista esta semana reflete os sinais de aumento de consumo de gasolina nos EUA – que em média custava esta quinta-feira menos de quatro dólares por galão, algo que não acontecia há meses – e da desaceleração da inflação superior ao esperado. A taxa de inflação nos EUA ficou em 8,5%, abaixo dos 9,1% registados em junho. O alívio nos preços desviou os investidores para ativos de maior risco, incluindo as ações, com o dólar a cair 1% em relação a um conjunto de moedas. Um dólar mais fraco tende a dar força ao petróleo, que é geralmente cotado na divisa americana.

O relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) sobre o mercado de crude também pressiona o mercado em alta já que prevê que em 2023 a procura de petróleo chegue a 102,72 milhões de barris diários, com fortes aumentos na China, Rússia e Índia e mais moderados nos países ricos do Ocidente. “Em 2023, a expectativa de um crescimento económico mundial saudável e as melhorias previstas na contenção da Covid-19 na China devem impulsionar o consumo de petróleo”, indicou a OPEP no relatório.

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